quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Holidays break: PART 1

*ATUALIZAÇÃO: na verdade tinha deixado esse post na geladeira e não lembrava. Então, dois meses depois, aí vai.*


16 dias, 4 línguas diferentes, 4 moedas diferentes, 4 países diferentes, muitos McDonald's, Burguer King e quilos a mais, cá estou eu, de volta ao aconchego do meu quartinho. QUE SAUDADES!

Tive duas semanas de """férias""" e resolvi fazer a Eurotrip mais away que eu já ouvi falar: Berlin, Budapeste, Estocolmo e Londres. Ainda não entendi qual foi a lógica que usamos pra programar a viagem, mas OK NEAM?!

Primeira escala: Berlin! Essa foi ideia minha, porque sou muito vidrado em história da Segunda Guerra Mundial e a forma de como o Nazismo funcionou e também porque queria testar meu pobre alemão, que mostrou-se quase ineficiente em uma cidade onde quase todo mundo fala inglês #chatiado. Primeiramente um fun-fact sobre as viagens na Europa. Todo mundo já ouviu falar que é muito barato viajar aqui dentro e coisa e tal e realmente é. Mas a parte que ninguém fala é que você só pode levar UMA mala de mão com medidas estipuladas e se sua mala não couber numa paradinha que tem lá no aeroporto, você tem que pagar 50 euros assim, na bucha. O que significa que para que tudo coubesse na mala e eu não saísse mais pobre, tive que lavar cueca e meias durante a viagem. UM MÁXIMO sqn. Mas já tava viajando, então não ia reclamar.

Anyway, chegava a Berlin de manhã, enquanto o Pedro chegava só a noite. Pra não perder o dia nem sair pra conhecer as coisas sem ele, fui em uma das coisas que mais me interessavam por lá: um campo de concentração. Sachsenhausen foi um dos primeiros campos de concentração do regime alemão e funcionou de 1936 a 1945; hoje funciona como um museu memorial. Fica a 45 minutos de trem de Berlin, então só joguei minhas coisas no hostel e parti. Chegando lá você tem que andar uns 25 minutos, mas vale muito a pena. Não imaginei que fosse tão grande, mas o campo era ENOOORME e pensar que existem maiores dá arrepios. A grande maioria dos prédios foram derrubados, mas ainda existem as marcações no chão; os únicos que continuam em pé são dois barracões onde os judeus ficavam, dois pavilhões que eu acho que eram pra experimentos médicos e a residência dos oficiais. Como cheguei lá quase na hora do campo fechar, fui O ÚLTIMO A SAIR. E agora no inverno 16h30 já tá escuro e eu tava lá SO-ZI-NHO! Ainda tentei sair por uma porta que não era a porta de saída e tava trancada. ME CAGUEI TODO. Corri de lá o mais rápido que pude e mano, tinha alguém me seguindo. Tenho certeza!


"O trabalho liberta".

Agora vamo falar de coisa boa? Vamo falar de Top Therm? Voltei pro hostel e como não tinha mais nada pra fazer, fui tomar um banho de piscina e beber alguma coisa no bar do hostel, onde me deparei com uma garrafa de vinho por 5 euros. Fiz o que? Bebi uma sozinho. Ao que o Pedro chegou, ainda tomei uma cerveja alemã e dormi que nem uma pedra nesse dia. Segundo dia: turistar! Achei um roteiro na internet, o que, aliás, fiz para todas as cidades, e lá fomos nós ver o Branderburg Tor. Não querendo ser chato, mas confesso que esperava mais, mas é bem bonito e legal. Começou a nevar fraquinho. Pegamos um free walking tour pra conhecer a cidade. Suuuper aconselho! O guia é muito bom e te leva num lugares bem legais (todos os dias, 11h, em frente ao Starbucks do Portão de Brandenburgo). DAÍ o Lucas foi começar a bater foto e descobriu que esqueceu de carregar a bateria da máquina. WONDERFUL, right? Começou a engrossar a neve. Fomos ao Monumento dos Judeus Mortos, ao estacionamento aterrado em cima do que era o bunker do Bigode e até em um dos postos de onde se podia atravessar legalmente da Alemanha Oriental pra Ocidental; eles até carimbam seu passaporte se você levar lá. Nesse ponto já estávamos soterrados pela neve e o Pedro com o pé congelado porque me foi com uma meia fina. PQP NÉ

Mas antes que o post fique maior e ninguém meshmo leia, Alemanha também teve mais frio, a melhor cerveja do universo, uma linguiças, chucrute e algo que não sei o que é, todos muito bons; glühwein (vinho quente com especiarias, bem típico no inverno aqui e ainda mais na Alemanha) e Museu dos Judeus Mortos na Segunda Guerra (eu disse que era vidrado em história). Resumindo a parada: chorei. Bem triste mesmo.

Dia 24 de manhã voamos para Budapeste que, para quem não sabe, é capital da Hungria. Uma coisa sobre a Hungria: barata. Tava me sentindo a pessoa rica que eu não sou naquele lugar. Cheeseburguer do Mc? Menos de 1 euro. Coca-Cola de 500ml? Menos de 1 euro (custa 1,75 aqui em AMS). Jantar tradicional húngaro com entrada+prato principal+sobremesa+bebida? 12 euros (nem sei quanto custa aqui porque não me dou ao luxo rs). Chegamos na tarde de Natal e o que aconteceu? Não tinha mais metrô pra levar a gente pro hostel. Passamos 1h30 tentando ligar pra um táxi, onde ninguém falava inglês e que precisava do endereço da estação de metrô. Tipo, oi? Muito tempo depois (e depois do Pedro gritar TAAAAXI que nem em filme americano que se passa em NY) conseguimos arranjar um. O cara não falava inglês e já tava começando a demorar pra chegar e o taxímetro só subindo e eu pensado FU***. Pagamos e fomos fazer a conversão (eles não usam euro lá): uns 10 euros! Pensei: ISSO É O PARAÍSO!

Era dia 24/12 de noite e resolvemos sair pra procurar alguma coisa pra comer, porque se dependesse do Pedro íamos comer hambúrguer, mas eu não sou obrigado a comer hambúrguer na minha ceia de Natal, certo? Achamos um restaurante com menu de Natal: sopa de peixe, repolho recheado e... hambúrguer. Cagado! Voltamos para o hostel, solitários porque passar o Natal sem ninguém é triste quando vemos um amigo meu daqui da Holanda no bar do hostel. E eu achando que Belém era pequena... Bebemos, conhecemos os amigos deles, fizemos amigos de Estocolmo (desculpa não ter ligado, gente) e aconteceu a coisa mais estranha do mundo. Não devia, mas vou contar:

- Hey, eu sei uma palavra em português. - disse o holandês.
- Qual? - todos os brasileiros em coro.
- Água de chuca.
... (um momento de pausa)
- HAHAHAHAHAHAHAHAHA

Terminamos sabendo que quem ensinou isso pra ele foi outro amigo nosso da Holanda. E eu achando que Belém era pequena (2)...

Daí que meu amigo tava indo pra uma ceia na casa das amigas do amigo dele e chamou a gente. Todos brasileiros e elas tinham feito comida de Natal de verdade. Foi demais! No outro dia, e nos próximos três, saímos pra visitar a cidade. Uma palavra: impressionante. A cidade mais bonita que já visitei até agora. Tudo, TUDO lá parece ser feito a maestria e pra ter cara de antigo. Ficamos bem no centro e o transporte público de lá é BEM ruim; mas assim, os ônibus são mais velhos que os de Belém. O metrô é o segundo mais antigo da Europa (só perde pro de Londres) e acho que nunca foram renovados, mas é bem diferente e legal (tirando o fato de que a bilheteria fecha às 18h e as máquinas de bilhetes não funcionam). Mas a melhor parte de Budapeste foi ir nos banhos termais, que é meio uma tradição de lá. Você tá naquela friaca de "menos alguma coisa" e entrar naquela água quentinha é uma sensação única! É obrigatório pra quem vai em Budapeste. Também fomos a todos os pontos turísticos que vocês possam imaginar, mas como fizemos a cidade inteira praticamente andando, no final do segundo dia já estávamos mortos e acabados, então os roteiros diários sempre envolviam uma volta ao hostel no meio do dia pra descansar.

Dia 28 embarcamos em direção a Estocolmo, também conhecido como o lugar mais caro que já fui na vida. A missão já começou quando descemos num aeroporto suuuuper ultra mega longe e pegamos um ônibus super ultra mega caro pra ir até a cidade, numa estrada lotada de neve de todos os lados e um sol que desaparecia as 14:30h. Chegamos ao também mais caro hostel que já fiquei, após pagar a passagem de metrô mais cara que já paguei. No outro dia acordamos e fomos comprar o passe diário do metrô, como fazemos em todos os lugares e adivinhem: 18,50 euros. Nunca vou esquecer disso... Preços a parte, a cidade é fantástica. Linda, linda, linda! O centro antigo é uma graça e a parte central funciona como um mini arquipélago e isso sem falar que as ruas são um brinco (tá que estava tudo coberto por neve, mas ainda assim) e tudo funciona magicamente bem. Fizemos um walking tour e patinamos no gelo, mas confesso que os preços das coisas não me deixavam aproveitar lá muito, inclusive porque é uma daquelas cidades que não tem muito ponto turístico, então você tem que pagar pra entrar em museus e os preços são absurdos.


quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Ora pois, queimei a língua.

Muito relutante, mas finalmente me convenceram de ir a Portugal. E quem diria... Depois de muita insistência da minha amiga Tainá (vulgo Miss Luciana - MUITO obrigado), comprei as passagens em cima da hora e me mandei pra terrinha. Tratava-se de um...err...encontro de amigos, e de amigos de amigos, e de amigos de amigos de amigos, salpicado por alguns desconhecidos também, todos juntos para um um final de semana de festa no Porto. E, por que não, um pouquinho de turismo também?

A odisseia começou comigo indo a uma cidade que fica a 1h30 daqui pra pegar o avião e encontrar meu amigo que ia junto (obrigado pelas risadas, Gui), para depois enfrentarmos o voo mais longo que já peguei aqui: 2h30. Parece frescura, mas acostumei com voos de 1h e parecia que eu tava voltando pro Brasil. Mas deixando minha velhice de lado, chegamos e fomos recebidos por uma amiga do Gui que nos levou para matar a broca porque tava pegando. Sentei naquele bar e pedi comida sem medo de ser feliz. Na hora de pagar o garçom diz 13 euros e nossa mentalidade holandesa ficou aterrorizada quando descobriu que era divido por dois. Foi tipo, AAAAHN? Soube que tinha ido pro lugar certo <3

Depois disso nos separamos, porque o Gui ia pra Lisboa naquela noite e eu só iria de manhã cedo no outro dia. Acordei e 3h30 depois estava em Lisboa. Joguei minhas coisas no hostel e saí pra comer comida barata, seguindo a dica do recepcionista; me fudi, porque fui num restaurante em que cobraram até o pão e a manteiga que eu comi (literalmente). Depois disso fui fazer um free walking tour, que é algo que tem em todo lugar aqui na Europa e normalmente são a melhor opção pra quem não tem muito tempo na cidade. Andamos pelos pontos principais, mas o que me fez apaixonar pela cidade foi o charme antigo que ela tem, com umas ruelas que dão vontade de se perder, casas que lembram muito os centros antigos do Brasil (por motivos óbvios) e, não vou mentir, os preços. É tudo TÃO barato comparado a Holanda que passei o dia me perguntando o que estou fazendo cá.

Nesse dia a noite saímos pra festa e como todo mundo lá faz, fomos ao Bairro Alto antes, que é onde rolam os esquentas com cervejas de 1L por 2 EUROS. Pra vocês terem noção do gap, 1L de cerveja na balada de Amsterdam são 10 euros. Eles tem também todos os tipos de shots imagináveis (e até alguns inimagináveis também), todos por no máximo 2 euros. As baladas também são todas com ingresso de consumação, então vou deixar vocês imaginarem o resto da noite.

Caipirinha e vinho do porto: prioridades, né?!


Segundo e último dia em Lisboa e fui fazer o bate volta mais rápido da vida em Belém. Bati foto no Mosteiro São Jerônimo, no Padrão dos Descobrimentos e na Torre de Belém e, claro, como todo gordo, não viajei meia hora pra não comer os famosos pastéis de Belém. E a única coisa que posso dizer é: valeu o esforço Habib's, mas não, você não chega nem a 1/5 do verdadeiro. O QUE É AQUILO? Voltamos correndo no bonde (ou elétrico, como eles chamam) mais cagado da história, com o pastel cheirando na sacola (ainda não tínhamos comido), tudo pra não perder o ônibus que ia nos levar pro Porto de volta e 3h30 e meia depois lá estávamos.

Fomos direto para o hostel, onde tinham 23 pessoas do encontro reunidas. Agora imaginem como funcionou um final de semana com 10 amigos em um único quarto. Pensou? Foi MUITO pior. E foi um dos melhores fds que já tive aqui. Chegando lá já tinham 5L de vodERROR "suco de laranja pra gente ficar alegre pra sair." Depois de alguns goles do tal suco de laranja, fomos pra festa. Agora imaginem que aos 23 hóspedes do hostel se juntaram também o pessoal que morava em Portugal e foi pro Porto pro encontro. Nós éramos a festa. Galera já chegou causando na boate e um contrato de sigilo me proíbe de falar mais detalhes.

Sábado acordaram todos lindos e fomos fazer alguma coisa de turismo, porque ninguém é de ferro. Primeiro fomos curar a ressaca almoçar numa churrascaria brasileira que custava 25 euros, mas que o cara fez um desconto e cobrou 10. Não sei se foi uma boa lábia, a crise ou alguma outra coisa desconhecida, mas foi isso. Comemos até não querer mais e fomos fazer um passeio de barco pelo rio, com direito a degustação de vinho do Porto depois; passeio este que custava 10 euros, mas alguém fez mágica e saiu por 5. Depois de degustar um único gole de vinho, fomos ao supermercado comprar mais... suco de limão, nesse dia foi suco de limão. Mesmo esquema da noite anterior e todos causaram na chegada da mesma boate.

Domingão, solzão, calorzão... tudo estava pedindo pelo que? Churrascão, é claro. Além de tudo barato, em Portugal é muito fácil de encontrar as coisas que encontramos no supermercado do Brasil, tipo Guaraná, picanha e até Ruffles, artigos de luxo para o resto da Europa; como uma portuguesa disse, é nossa vez de coloniza-los. A cereja do bolo foi o terraço com sistema de som do hostel - não faltava mais nada. Tacamos o funk, exageramos na cerveja, picanha pra dar e vender e muita, mas muita denúncia. E foi assim que terminamos esse encontro lindo, que posso dizer ter sido uma das melhores viagens que fiz por aqui.

Primeiramente obrigado a Dilma que né, é quem tá bancando toda essa zona; te dedicamos nosso encontro. Obrigado também a todos amigos, irmãs e primas que fiz nesse encontro - já estou sentindo muito a falta de vocês. E que venha Madrid, Amsterdam, Rússia ou até China, porque com vocês vou até pra Lua! #GWB

Obrigado! Thanks! Gracias! Danke! Dankejewel!

*Calhou também de esse ser o único post da minha vida que comecei com 20 anos e terminei com 21, porque hoje é o Dia Internacional do Lucas*