16 dias, 4 línguas diferentes, 4 moedas diferentes, 4 países diferentes, muitos McDonald's, Burguer King e quilos a mais, cá estou eu, de volta ao aconchego do meu quartinho. QUE SAUDADES!
Tive duas semanas de """férias""" e resolvi fazer a Eurotrip mais away que eu já ouvi falar: Berlin, Budapeste, Estocolmo e Londres. Ainda não entendi qual foi a lógica que usamos pra programar a viagem, mas OK NEAM?!
Primeira escala: Berlin! Essa foi ideia minha, porque sou muito vidrado em história da Segunda Guerra Mundial e a forma de como o Nazismo funcionou e também porque queria testar meu pobre alemão, que mostrou-se quase ineficiente em uma cidade onde quase todo mundo fala inglês #chatiado. Primeiramente um fun-fact sobre as viagens na Europa. Todo mundo já ouviu falar que é muito barato viajar aqui dentro e coisa e tal e realmente é. Mas a parte que ninguém fala é que você só pode levar UMA mala de mão com medidas estipuladas e se sua mala não couber numa paradinha que tem lá no aeroporto, você tem que pagar 50 euros assim, na bucha. O que significa que para que tudo coubesse na mala e eu não saísse mais pobre, tive que lavar cueca e meias durante a viagem. UM MÁXIMO sqn. Mas já tava viajando, então não ia reclamar.
Anyway, chegava a Berlin de manhã, enquanto o Pedro chegava só a noite. Pra não perder o dia nem sair pra conhecer as coisas sem ele, fui em uma das coisas que mais me interessavam por lá: um campo de concentração. Sachsenhausen foi um dos primeiros campos de concentração do regime alemão e funcionou de 1936 a 1945; hoje funciona como um museu memorial. Fica a 45 minutos de trem de Berlin, então só joguei minhas coisas no hostel e parti. Chegando lá você tem que andar uns 25 minutos, mas vale muito a pena. Não imaginei que fosse tão grande, mas o campo era ENOOORME e pensar que existem maiores dá arrepios. A grande maioria dos prédios foram derrubados, mas ainda existem as marcações no chão; os únicos que continuam em pé são dois barracões onde os judeus ficavam, dois pavilhões que eu acho que eram pra experimentos médicos e a residência dos oficiais. Como cheguei lá quase na hora do campo fechar, fui O ÚLTIMO A SAIR. E agora no inverno 16h30 já tá escuro e eu tava lá SO-ZI-NHO! Ainda tentei sair por uma porta que não era a porta de saída e tava trancada. ME CAGUEI TODO. Corri de lá o mais rápido que pude e mano, tinha alguém me seguindo. Tenho certeza!
| "O trabalho liberta". |
Agora vamo falar de coisa boa?
Mas antes que o post fique maior e ninguém meshmo leia, Alemanha também teve mais frio, a melhor cerveja do universo, uma linguiças, chucrute e algo que não sei o que é, todos muito bons; glühwein (vinho quente com especiarias, bem típico no inverno aqui e ainda mais na Alemanha) e Museu dos Judeus Mortos na Segunda Guerra (eu disse que era vidrado em história). Resumindo a parada: chorei. Bem triste mesmo.
Dia 24 de manhã voamos para Budapeste que, para quem não sabe, é capital da Hungria. Uma coisa sobre a Hungria: barata. Tava me sentindo a pessoa rica que eu não sou naquele lugar. Cheeseburguer do Mc? Menos de 1 euro. Coca-Cola de 500ml? Menos de 1 euro (custa 1,75 aqui em AMS). Jantar tradicional húngaro com entrada+prato principal+sobremesa+bebida? 12 euros (nem sei quanto custa aqui porque não me dou ao luxo rs). Chegamos na tarde de Natal e o que aconteceu? Não tinha mais metrô pra levar a gente pro hostel. Passamos 1h30 tentando ligar pra um táxi, onde ninguém falava inglês e que precisava do endereço da estação de metrô. Tipo, oi? Muito tempo depois (e depois do Pedro gritar TAAAAXI que nem em filme americano que se passa em NY) conseguimos arranjar um. O cara não falava inglês e já tava começando a demorar pra chegar e o taxímetro só subindo e eu pensado FU***. Pagamos e fomos fazer a conversão (eles não usam euro lá): uns 10 euros! Pensei: ISSO É O PARAÍSO!
Era dia 24/12 de noite e resolvemos sair pra procurar alguma coisa pra comer, porque se dependesse do Pedro íamos comer hambúrguer, mas eu não sou obrigado a comer hambúrguer na minha ceia de Natal, certo? Achamos um restaurante com menu de Natal: sopa de peixe, repolho recheado e... hambúrguer. Cagado! Voltamos para o hostel, solitários porque passar o Natal sem ninguém é triste quando vemos um amigo meu daqui da Holanda no bar do hostel. E eu achando que Belém era pequena... Bebemos, conhecemos os amigos deles, fizemos amigos de Estocolmo (desculpa não ter ligado, gente) e aconteceu a coisa mais estranha do mundo. Não devia, mas vou contar:
- Hey, eu sei uma palavra em português. - disse o holandês.
- Qual? - todos os brasileiros em coro.
- Água de chuca.
... (um momento de pausa)
- HAHAHAHAHAHAHAHAHA
Terminamos sabendo que quem ensinou isso pra ele foi outro amigo nosso da Holanda. E eu achando que Belém era pequena (2)...
Daí que meu amigo tava indo pra uma ceia na casa das amigas do amigo dele e chamou a gente. Todos brasileiros e elas tinham feito comida de Natal de verdade. Foi demais! No outro dia, e nos próximos três, saímos pra visitar a cidade. Uma palavra: impressionante. A cidade mais bonita que já visitei até agora. Tudo, TUDO lá parece ser feito a maestria e pra ter cara de antigo. Ficamos bem no centro e o transporte público de lá é BEM ruim; mas assim, os ônibus são mais velhos que os de Belém. O metrô é o segundo mais antigo da Europa (só perde pro de Londres) e acho que nunca foram renovados, mas é bem diferente e legal (tirando o fato de que a bilheteria fecha às 18h e as máquinas de bilhetes não funcionam). Mas a melhor parte de Budapeste foi ir nos banhos termais, que é meio uma tradição de lá. Você tá naquela friaca de "menos alguma coisa" e entrar naquela água quentinha é uma sensação única! É obrigatório pra quem vai em Budapeste. Também fomos a todos os pontos turísticos que vocês possam imaginar, mas como fizemos a cidade inteira praticamente andando, no final do segundo dia já estávamos mortos e acabados, então os roteiros diários sempre envolviam uma volta ao hostel no meio do dia pra descansar.
Dia 28 embarcamos em direção a Estocolmo, também conhecido como o lugar mais caro que já fui na vida. A missão já começou quando descemos num aeroporto suuuuper ultra mega longe e pegamos um ônibus super ultra mega caro pra ir até a cidade, numa estrada lotada de neve de todos os lados e um sol que desaparecia as 14:30h. Chegamos ao também mais caro hostel que já fiquei, após pagar a passagem de metrô mais cara que já paguei. No outro dia acordamos e fomos comprar o passe diário do metrô, como fazemos em todos os lugares e adivinhem: 18,50 euros. Nunca vou esquecer disso... Preços a parte, a cidade é fantástica. Linda, linda, linda! O centro antigo é uma graça e a parte central funciona como um mini arquipélago e isso sem falar que as ruas são um brinco (tá que estava tudo coberto por neve, mas ainda assim) e tudo funciona magicamente bem. Fizemos um walking tour e patinamos no gelo, mas confesso que os preços das coisas não me deixavam aproveitar lá muito, inclusive porque é uma daquelas cidades que não tem muito ponto turístico, então você tem que pagar pra entrar em museus e os preços são absurdos.
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