domingo, 1 de dezembro de 2013

dias perdidos

A estranha sensação de sentir conforto na tua falta se mistura com o caos que a tua ausência me causa. Sinto falta de mim quando era teu, sinto falta de ti quando eras meu, sinto nossa falta na minha cama vazia que já não parece tão pequena assim. Sinto tuas dores como se fossem minhas e teu amores, ah, esses podes jogar fora.

 No fundo sabes que és meu.
Que sou teu.
Que nosso tempo não acabou.

Deixe que digam, que falem, deixe a ciência com suas explicações racionais, joga a lógica pra lá e vem. Vem enquanto a tinta ainda está fresca, enquanto o café ainda tá quente e o nosso amor apenas adormecido.

Te perdoo por nos trair.

Mas vem. 

sábado, 23 de novembro de 2013

confissão

Quantas cartas que nunca vais ler ainda vou te escrever?
Quantos sonhos meus ainda vou perder contigo?
Quantas palavras minhas ainda vão ficar por serem ditas?
Quantas esperanças ainda terei que matar pra limpar o meu sistema por completo?

Te querer e não te ter,
E essa vida de ser tu o centro dela
Já não vale a pena.
Então me diz, até quando vais ficar aqui?

Porque te digo que o cansaço,
Cansa
E esse não querer teu,
Machuca.

E já não tenho mais madrugadas de sábado pra perder por ti
Já não tenho mais fôlego para respirar por nós dois
E já me falta paciência pra fazer uso de eufemismos a essa hora

Está tarde
Escrevo pra ti, sem meias palavras, sem indiretas
Pra ti, que nunca me ouviu
Hoje te escrevo

Quantas palavras mais vou ter que gastar
Esperando tu voltar?
Acabar com esse achismo
De que a vida sem mim, é melhor?

Já perdi meu tempo
Já perdi as horas
Já perdi o senso
Já perdi a mim.

E verdade seja dita, desde que tu embora se foi
A tristeza tem me caído bem demais para o meu gosto. 

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

desPERDIDAS

-E com os olhos em chamas e um nó na garganta, ela saiu dali e não olhou mais para trás. As palavras ditas há pouco a atingiram em cheio, desnorteou-a, perdeu o rumo. Por sequer um momento de seus agora longos dias deixava de pensar nele e em toda aquela balburdia que tinham criado juntos; nunca nela, não, sempre se esqueceu dessa parte. Deixa pra depois, vai passar, o tempo cura tudo. Descobriu pela dor que sentia naquele momento que essa era uma verdade relativa, escrava dos desejos de quem quer deixar de sentir: não se vira a página lendo o mesmo livro e a esperança, mesmo que seja a última, um dia também morre. Mate-a, se necessário. Afogue-a no seu pranto, esconda debaixo do tapete, mas desapegue.

Jogou fora o que não era necessário, aponto para o norte e rumou em direção ao desconhecido. E quando tropeçava, respirava fundo contando até três e continuava. As memórias agora eram as suas fiéis companheiras; vivas demais, por assim dizer, mas impossíveis de serem descartadas. Deixou-as lá, guardadas num potinho daquela estante tão especial. Nada de mágoas, raiva, ressentimento – iriam atrasar sua ida. Permitiu-se apenas o extremamente necessário. Apagou suas pegadas. E foi.

Antes de sair, deixou as chaves sobre a mesa e um guardanapo com um beijo para o seu amor: “Tire a mesa do café, não volto a tempo. E ah, não se esqueça de apagar as luzes antes de sair. Até logo!”. -

domingo, 10 de novembro de 2013

AncorEI, ancoramos

Atraquei no teu porto, joguei minha âncora e nunca mais parti. Me fiz de difícil e disse que ia, disse que fui, mas se colocarmos nossas cabeças para pensarem  juntas vamos perceber que nunca fui de verdade. Lembra aquele dia em que disse que nós éramos uma vez? Errei a tecla e joguei reticências ao invés de ponto final. E aquela outra em que disseste que ia (e se pararmos pra pensar, fostes)? Disseste ponto final, mas insisti no ponto em seguida e me prendi a ti.
Puxei minha âncora, mas não hasteei minha vela; estacionei na tua e não sei mais o caminho de volta. Me perdi no teu mar de palavras e atitudes que minha cabeça nunca processou lá muito bem. Teus jogos mentais me deixam confuso, enjoado. E tua voz se assemelha à daquelas sereias que afogavam os pobres piratas (des)iludidos.  Me afogas e eu me prendi a ti e acho que agora não tem mais jeito, né?! Porque já puxei a minha âncora e ainda estás aí, aqui, em todo lugar – onipresente, desafiando até as próprias leis da física.

Te vejo, sim, cada vez mais distante no meu horizonte inabalável. Empaquei no teu e agora continuo aqui parado, perdido, como sempre (para sempre?). Me ajuda a remar? 

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Jogo pra perder

     No dia em que te conheci, tinha perdido. Ou estava perdido, não sei. Ando encontrando dificuldades em me encontrar nesses últimos vinte e um anos de vida. Seja como for, tinha decidido fechar a conta, encerrar o jogo, cancelar as perdas pra continuar como estava. Mas aí dizem que as coisas acontecem quando tem que acontecer e você me apareceu tão fácil, tão brilhante ali na frente; o pacote já estava tão belamente embalado pra levar pra casa que não tive como dizer não. Afinal, há sempre a possibilidade de devolução, certo?

     Comprei tuas fichas e apostei em ti, na gente, meio cegamente, sem pensar, inebriado pela leveza do momento. E isso como se eu estivesse rico de sentimentos, cheio de amor pra dar (assim mesmo, bem clichê, bem barato), como se não tivesse acabado de perder tudo. Aliás, “tudo” é boicote meu, que me passo a perna sempre que posso e que como todo bom pisciano, não mede a mão na hora de temperar a vida com um certo drama. Mas voltemos a ti, se afinal não ando com muitos outros motivos para escrever.

     Apostei alto, joguei todas as fichas e quando vi, estava zerado. Comprei mais e mais e elas terminavam sempre indo por água abaixo, numa maré de azar que encobriu a gente e nem vimos. E ainda assim insistimos. Não joguei sozinho, certeza que não. Por mais que meu sabor pelos desesperos da vida tenham me cegado de te ver tentando, no fundo eu sei que estavas sempre ali, do meu lado, do teu jeito. Mas receio que apostamos alto demais. E esgotou. Esgotamos. Perdemos o jogo juntos e te retiraste. Eu, como mal perdedor, continuei ali apostando alto no impossível de sermos nós de novo.

    E hoje me vejo cheio de todas essas fichas que não tenho onde depositar, cheio de palavras que não tem quem sinta, cheio de sentimentos que não tenho pra quem dar, cheio de amor que não queres aceitar.


    
Se eu embalar bem bonito, no teu papel preferido, com um laço vermelho bem grande em cima e com teu nome no de/para, tu aceitas de volta? 

domingo, 20 de outubro de 2013

Volta

Volta. Mas volta com prazo de validade, volta pra me dizer que vai embora. Daqui a uma semana, um mês ou dois. Volta pra gente acabar com esse amor. Volta pra eu aprender a te esquecer. Volta e me ensina essa tua certeza inabalável de que eu e você, a gente, não é pra ser. Volta e me beija amargo e me abraça frio e me leva pra cama só porque precisas. Vem pra gente ver aquele filme sem graça e ter aquelas conversas de quem finge que ouve. Volta que é pra eu ser são de novo e descobrir que esse amor é inventado, que é pra eu dormir e ter sonhos em que não estejas e que eu acorde sem vontade de te dar bom dia ou pra que se passe uma semana sem que eu sinta falta do teu beijo. Volta pra eu sentir de novo, porque foste embora e me levaste junto e nem percebeste.

Volta que eu me quero de volta.















quarta-feira, 9 de outubro de 2013

[reminiscência nossa]

Sigo teus passos quando ouço tua voz me chamando e me deixo ser levado, seja lá qual for o caminho, pra te seguir. Bebo tuas verdades com esse doce sabor amargo de dor e elas me deixam indigesto. Irrequieto. Aberto.

Abres minhas portas sem pedir licença e quando vejo já estás de cueca sentado no meu sofá da sala, me pedindo uma cerveja e o controle da TV. Me entrego.

Curo minhas feridas com panos de mentira entrelaçadas. Elas ardem. Fecham. Abrem. Num ciclo maluco que insiste em não ter fim. Recomeço.

Finjo que está tudo bem quando vejo nos teus olhos o brilho da felicidade de estar, finalmente, livre. Vivo. Feliz. E me consolo nisso, afinal um de nós dois há de ser feliz um dia.
Me derreto quando vejo nos teus olhos a vontade de voltar, de querer me amar de novo. Furada. Nós dois sabemos que esse amor já adormeceu. Arrefeceu. Tirou férias.

Me alimento das tuas migalhas que espalhas pelo caminho quando finge que vai e nunca mais volta. Sempre voltas. Sempre volto. Não nos deixamos.

Vivemos na sombra desse amor mal vivido, da ausência que causamos, do sentimento que insiste em insistir.

Guardo teus pedaços, tuas roupas, tua saudade num potinho bem escondido. Escrevi ‘esperança’ no rótulo e só eu sei onde está. Escondido onde ninguém mais pode encontrar, esperando que tuas aventuras terminem e percebas que algo está faltando, que deixaste tua metade no meio do caminho. E que sigas tuas migalhas pra me encontrar.

Não te apressa que nosso amor não é pra agora. Tem que amadurecer, reviver no teu peito vazio. Mas vem me lembrar do gosto dos teus lábios de novo, vem levar essa saudade embora, vem que meu vazio tá te esperando. Minha felicidade tá na gaveta e meu amor tá guardado, congelado, esperando o nosso renascer que não virá. O nosso amor tá debaixo do tapete, escondido pra ninguém ver. Mas ele ainda tá lá. Ainda estou aqui. Ainda estou aí. Basta procurar. Encontrou? Então me traz de volta pra mim. 

terça-feira, 10 de setembro de 2013

A droga do desamor.

Tudo começa numa mesa de bar ou na balada, quando um amigo te pergunta, sem nenhuma pretensão, é claro, se você não se interessaria por algo... Diferente, algo novo. Diz ele ser uma experiência que vale a pena, pelo menos uma vez, e você, que disse nunca mais cair no conto do vigário, termina tentando. E nossa, como é bom! Você se enche de ânimo, sua auto estima melhora e até a disposição, que insistia fugir naquelas segundas chuvosas, parece ter melhorado. E é assim que tudo (re)começa.

No início pequenas doses homeopáticas, uma ou duas vezes na semana, são o suficiente pra te deixar bem com o mundo. Um “bom dia” na terça-feira, um cineminha no sábado e algumas mensagens esporádicas são o seu novo elixir; na verdade, são os primeiros sintomas do seu novo vício. Cada dia que passa você percebe que está afundando naquele abismo de bem estar e as borboletas na sua barriga confirmam: é playboy, perdeu, é amor. Do dia pra noite você se vê dependente daquilo e o seu estado de leveza te inebria a ponto de você nem mais saber onde você começa e onde o outro termina.

Mas quem se importa se seus amigos disseram pra ir com calma, pra tomar cuidado, pra não tomar o balde inteiro com aquela sede. Se faz bem, que mal tem?

Um dia após o outro, vivendo na esperança de ouvir aquelas três palavrinhas mágicas, aquela que ninguém admite, mas que é o que todo mundo quer ouvir ao menos uma vez na vida. “Eu te amo!”. Aaaaah, esse dia ficará marcado pra sempre – ao menos pelo eterno que durar – na memória desses dois que são agora, um só. Quando se chega nessa fase, o caminho não tem mais volta e pesquisas apontam que um grande (às vezes não tão grande quanto se gostaria) período de calmaria se estenderá pela frente. Você está completamente dependente daquilo, viciado e um dia sequer sem já traz sintomas de uma síndrome de abstinência.

Com o tempo você vai percebendo que aquilo já não te satisfaz mais, que aquele bem estar e a moral lá em cima são, na verdade, um passado agora distante, levado embora pela leveza do momento. Você não quer admitir, mas aquilo tem que acabar; você precisa voltar a tomar controle da sua vida e não mais tomar decisões baseadas em um sentimento fantasma, uma sensação que não existe mais. Derradeiramente, o dia em que se diz ‘chega’, chegou. Como toda droga que é tirada muito rápida do seu sistema, como qualquer pirulito que você tira de uma criança, aquilo dói. O que por tanto tempo foi seu motivo de levantar com um sorriso no rosto, é agora o porquê daquelas lágrimas estarem escorrendo dos seus olhos. E por que, você se pergunta, onde eu me perdi, onde deixei de existir por algo outro, onde foi que errei? E a dura verdade, meus queridos, é que não se tem resposta para essas perguntas. O mundo gira e com ele as pessoas mudam, as situações se invertem e quem um dia era caçador, agora é a caça.

Os primeiros sintomas (ou os últimos, se você assim preferir) envolvem um buraco no seu ser e uma dor que parece não passar; e não, não são dores ou buracos psicológicos, são físicos, reais, doem de verdade. Aquela sua droga será seu primeiro e último pensamento do dia e agradeça aos céus se não estiver presente nos seus sonhos. Como todo ex-viciado, você pensa que talvez seja melhor continuar a usar, que talvez uma ligação ou uma mensagem irão resolver. Você começa a imaginar mil situações que fariam seus caminhos se cruzarem, mente por vergonha de ter voltado a ao menos pensar naquilo. É que fazia tão bem, certo? Seria tão mais fácil voltar a usar e assim, todos esses sintomas da falta iriam sumir mais rápido...


A verdade absoluta nesse momento é “vai passar”. Ou talvez não, permaneça sempre lá, apenas dormindo ou escondido debaixo do tapete. Você não tem como saber, mas que esse desamor é uma droga, ah, isso todo mundo já sabe. 

domingo, 8 de setembro de 2013

A maior e melhor viagem de todos os tempos

Como tudo que foi bom nesse intercâmbio, a melhor parte dele também tinha que acabar e essa é a derradeira história da minha última Eurotrip. Decididos em março, os destinos seriam Marrocos, Croácia, Grécia e Turquia, o roteiro dos sonhos para a tão esperada viagem de verão. Confesso pra vocês que sou fã de carteirinha de frio, mas 10 meses seguidos de temperaturas abaixo de 20, sem poder sair de sandália e bermuda na rua dão no saco de qualquer ser humano e eu meio que estava ansioso pra sentir aquela gotinha de suor escorrendo nas costas.

É óbvio que se a viagem conta com a presença minha e do Pedro, tem que ter algum perrengue pra marcar e dessa vez foi: como chegar no aeroporto. Os aeroportos low-cost da Europa normalmente são bem distantes do centro, mas quase todos têm um ônibus/metrô/trem que leva até ele. Então, esse não tinha. Ainda na Alemanha procuramos saber como fazia pra chegar nesse “aeroporto de Paris” e vimos que não tinha shuttle bus no dia do nosso voo. O Pedro ligou lá na empresa e a mulher passou a missão: pegar um trem pra uma cidadezinha no meio do nada e depois um táxi, pela pequena bagatela de 30 euros pra cada. Depois de passar 7h em um ônibus (R.I.P Megabus), chegamos em Paris pra passar umas horinhas antes de pegar o trem. Pegamos, chegamos na tal da cidade que é beeem pequena (e segundo o Pedro com um sotaque engraçado de francês), almoçamos e pegamos o táxi. Quando chegamos no aeroporto, o aeroporto estava fechado porque é tão pequeno que só tinha aquele voo saindo no dia. Quando chegou na hora de embarcar, pela primeira vez em 12 meses, a mulher pediu pra gente pesar nossas malas e estávamos excedendo 2,5kg dos 10kg permitidos pela Ryanair. Daí você tem três opções: pagar 50 euros pra despachar bagagem, jogar suas roupas fora ou começar a vestir três bermudas, duas calças, quatro camisas e dois cintos, além de colocar o shampoo e sabonete nos bolsos pra poder embarcar. No calor que tava aquele aeroporto, foi gostoso! Teve também a pressão do Pedro passar pela imigração, porque o visto dele vencia naquele dia e estávamos com medo de barrarem ele, mas deu tudo certo e entramos naquele pau de arara que levaria a gente pra Marrakesh. 3h30 de voo depois e estávamos na África! Veeeeelho, na África! Minha mãe devia tá querendo me matar hahaha Como chegamos muito tarde, pedimos o táxi do hostel pra buscar a gente. Chegamos lá e perguntamos onde podíamos comer, porque a gente tava varado de fome, doido! Daí o cara falou que tinha uma praça lá perto que tinha coisa aberta ainda. Fui na esperança de achar uma pracinha com uns velhinhos jogando xadrez e uns dois lanches abertos, mas na verdade fui jogado diretamente no olho do furacão, na praça da medina, com MUITA gente, MUITA moto e MUITA barraca de comida e MUUUUITO suco de laranja barato (0,40 centavos por um copo era a definição de amor). 
Depois de ver cara hipnotizando cobra, homem com macaco no ombro, um com dez passarinhos na cabeça e um urubu de 1m sentado do lado, sentamos pra comer um verdadeiro banquete marroquino. Que delícia é a comida deles, gente! Voltamos pro hostel e basicamente até o outro dia a tarde, quando o resto dos nossos amigos chegava da Alemanha, ficamos no hostel ou dando volta na rua. Os meninos e a Tainá chegaram e fomos exercitar a habilidade de barganha, o esporte nacional do Marrocos, da Tainá. Posso dizer que ela é uma profissional, porque sentamos no restaurante e o cara trouxe basicamente um item do cardápio pra cada (sem exagero) e open bar de bebida (sem álcool, porque é proibido por lá), tudo por 10 euros.  Comemos feito verdadeiros sheiks!

No outro dia íamos fazer o tour de dois dias pelo deserto, porque combinamos que era mais do que o suficiente pra ficar comendo areia. O esquema é você entrar em uma van bem boa até e andar por 8-10h pela estrada mais tortuosa do mundo, parando em alguns lugares pelo caminho (tipo a cidade onde eles filmaram “O Gladiador” e “Game of Thrones”), até chegar na beira do deserto, onde tem mais uma hora e meia em um dromedário, até chegar no deserto pra dormir nas tendas. A verdade é que tudo não passou de uma farsa! Como escolhemos o tour de dois dias não andamos o suficiente pra chegar ao deserto de verdade, então terminamos em um que não tinha dunas (daí vocês tiram quão fake era a história toda), as barracas tinham TOMADA e TINHA BANHEIRO! Estávamos preparados pra passar o maior perrengue da vida e era tudo um luxo, só faltou o sinal de wi-fi (mas o sinal do celular funcionava). A única lição que tomamos foi: andar de dromedário é doloroso e nada agradável. No outro dia voltamos pra Marrakesh mortos depois das 10h diretas de viagem e como ninguém aguentava mais comer cuscuz e tagine (que aparentemente são as únicas comidas que tem por lá), fomos ao KFC. Resultado no outro dia: todo mundo com dor de barriga. Lição número 2: comer nas barraquinhas de rua do Marrocos é mais seguro. O outro dia era o último e saímos pra fazer as últimas compras e mais uma vez a Tainá quase apanhou por estar negociando até o limite com os caras hahaha No final saí com mais coisa do que cabia no bagageiro do avião, muitas lembranças boas e uma saudade enorme de ter deixado alguns amigos lá que eu não vou mais ver por um tempo. L

Com lágrimas nos olhos de, principalmente, ter me despedido de uma das pessoas mais incríveis que já conheci (Tainá linda que terminou que estou indo ver de novo <3), eu e Pedroca pegamos o voo pra Milão, onde íamos dormir (no chão do aeroporto, vale ressaltar) e fazer escala pra pegar o voo pra Split, na Croácia. Pedro dormiu como um anjo, enquanto eu passei a noite dormindo e acordando naquele chão gelado e duro, tentando encontrar alguma coisa pra fazer o tempo passar mais rápido. Mas depois que deitamos nos bancos macios do Burguer King tudo melhorou hehe. Embarcamos no avião e quando chegamos ao hotel de Split a única coisa que eu queria fazer era: dormir. Por sinal, vou soltar a frase mais pedante de toda a minha vida, mas NÃO AGUENTO MAIS TURISTAR!!1!!1!111! Chega uma hora que as igrejas, as estátuas, os museus e as praças são todas lindas, porém todas iguais, e tudo o que eu queria era sentar na praia, pegar a cor perdida nos últimos meses vivendo sem sol, não ter hora pra acordar e ficar sem preocupação. Foi tanto que cheguei em casa e vi que não tinha nenhuma foto de Split hahaha. O outro destino era Dubrovnik, também na Croácia, de longe uma das cidades que eu mais gostei da viagem. Dessa vez fizemos um turismo de leve, porque o centro da cidade é murado e meio medieval, bem lindo. Logo em seguida fomos parar na praia de novo. No outro dia, mais praia. Na altura do campeonato eu já estava um tição e com todas as marcas de camisa possíveis. Daí voltamos pra Split, de onde íamos pegar o voo pra Atenas, com escala em Milão, e ficamos num hostel muuuuito longe da cidade, mas que pelo menos tinha uma praia praticamente privativa na frente. Resultado da Croácia: um bronzeado de dálmata e a certeza de que foi uma das maiores surpresas da viagem.

Seguindo viagem, chegamos a Atenas. Já tinha lido que não era das cidades mais seguras da Europa, mais ainda agora com a crise apertando, e a primeira coisa que ouço na rua, 23h30, quando fui pedir informação na rua é: “Don’t show your cellphone to black people.” Oooookay! Passada a tensão, chegamos ao hotel (sim, HOTEL, não HOSTEL \o/) e fomos nos arrumar pra sair pra balada, porque a gente é v1d4 l0k4, mas andamos e andamos, não achamos a tal da balada, comemos e voltamos pro hostel, como dois jovens de 21 anos numa cidade grande. O outro dia era pra turistzzZZzzZzzZ pelas ruínas da antiga Grécia. Primeiro que tava um calor dos infernos e não sei mais viver no calor e já tô depressivo porque moro em Belém, né?! Segundo que eu tinha que passear fingindo que tava interessado, quando na verdade só queria estar deitado torrando no sol numa praia. A primeira parada foi a Acrópole (que é, basicamente, o que tem pra se ver em Atenas) e ninguém me falou que tinha que subir tooooooda aquela montanha até chegar lá, o que parece o óbvio quando você sabe que a parada fica em cima de um morro; mas como eu disse, tava calor. Você sobe por um morro e no caminho vai vendo as ruínas da Grécia Antiga e vou contar um segredo pra vocês: é tudo cilada. Tirando a parte em que você chega ao Parthenon, que é bem impressionante, o resto são pedras no chão, com plaquinhas indicando o que era cada coisa. E olha que quem vos lhe conta isso é um futuro arquiteto que consegue até ver essas coisas, mas a de lá só sendo vidente. Andamos pela parada toda, sob aquele sol escaldante, suando, e depois de esgotar voltamos pro hotel pra encontrar com a Priscila e o Vítor, casal de amigos meus que estava chegando pra seguir viagem junto com a gente pela Grécia. Eles tinham planejado um walking tour e terminamos indo junto com eles. *E ah, nesse meio tempo comemos comida grega de verdade, não souvlak, o kebab grego, que terminou sendo o nosso alimento por todo o país.*  Passeamos de novo pelas pedras antigas, dessa vez com um guia explicando tudo; foi bem legal. Daí chegamos no final do tour e o guia apontou um batedor de carteira que “trabalhava” lá na área. Momento tenso nº 2. Voltamos pro hotel e demos uma saída pra um barzinho à noite, só pra dizer que não somos jovens tão enferrujados assim.

No outro dia bem cedo saía nosso ferry pra Mykonos. Eu e Pedro colocamos o despertador pra mais cedo ainda, porque ainda íamos jogar as coisas na mala. Daí que nenhum dos dois acordou com o despertador, apenas com a ligação dos meninos da recepção, dizendo que já tava na hora de pegar o metrô. Ou seja, estávamos fufu. Jogamos as tralhas todas na mochila, vestimos uma roupa e saímos com cara de ontem, correndo pra pegar um táxi. Claro que no meio do caminho tinha um engarrafamento monstruoso, né?! Aeeeew! Pra piorar o taxista ainda levou a gente pra entrada errada do porto e tivemos que sair correndo pra certa, porque ainda tínhamos que trocar os tickets online pelos tickets normais. Chegando lá o que aconteceu? A mulher diz pro Pedro que os tickets eram pro dia seguinte. Yaaaay! A questão é que ele comprou errado da primeira vez, cancelou e comprou de novo, mas imprimiu a confirmação errada. Resolvido o problema, saímos VA-RA-DOS pro ferry e, só sobre explicação freudiana, conseguimos entrar na bodega com menos de 5 minutos faltando pra ele sair. O troço era enorme, tava lotado, mas ainda assim conseguimos encontrar os meninos e viajar com eles. Como eram 7h de viagem, demos o migué de sentar na cadeira que é mais cara de graça J. No final até bebemos uma cervejinha juntos pra comemorar o sucesso da viagem haha.

Quando aportamos em Mykonos a linda da Christina, uma alemã que cuidava da nossa pousada, estava nos esperando. Muito simpática e prestativa, só não depilava as axilas e não passava desodorante, mas era um amor. Nosso hotel ficava de frente pra praia, com apenas uns muitos degraus característicos das ilhas gregas entre nós; descemos pra praia, almoçamos no restaurante caro que tinha cabelo no cordeiro e sentamos pra pegar sol. De noite fomos desbravar a cidade e depois fomos pra uma baladinha com happy hour de bebida que me deixou bem legal. No outro dia resolvemos, por indicação da Christina, conhecer a ilha sobre um quadricículo, maior ideia de girico que tivemos. Quando sua mãe fala “não faz isso, não faz aquilo” é melhor ouvir e não fazer, porque vai dar merda. Andar nessas coisinhas era uma dessas coisas. No começo do caminho, o Pedro perdeu o controle do bicho e ficamos sambando entre as duas faixas da rua, igual a vídeo game do Mario Kart, sabe? Conseguimos parar, ouvimos um esporro em grego e seguimos viagem com um cagaço enorme de morrer, porque pra piorar a praia fica depois de uns 20 minutos de descida de ladeira. Daí passamos o dia na mesma praia, abandonando a ideia de pular de praia em praia, e perdemos o happy hour e a balada na praia porque não podíamos beber L Tirei o atraso a noite na balada, mas vou parar por aqui porque minha mãe já deve estar p* da vida comigo hahaha

No dia seguinte embarcamos para Santorini no pior ferry da história do ferrys do mundo, que ainda me fez o favor de atrasar; o bicho balançava tanto que eu, que nunca fui disso, fiquei enjoado e só queria que aquele inferno sobre a água acabasse logo. Chegamos de noite, subimos de carro uma montanha numa estrada bem tensa, mas Deus escreve certo por linhas tortas e a gente não conseguia enxergar nada mesmo. Como só tínhamos um dia na ilha, fomos fazer o tour do vulcão, que consiste em pegar um barco e parar numa ilha vulcânica, depois tomar banho num mar vermelho e “quente” (só era mais quente que as águas super geladas da Grécia) e no fim assistir ao pôr-do-sol de Santorini, mundialmente famoso aparentemente. Como já divulgado abertamente no Facebook, minha havaiana resolveu quebrar no meio da ilha vulcânica, sem esperança de sombra ou qualquer outro paliativo decente a vista. Uma alemã tentou me ajudar me dando um saco, mas não resolveu muito o problema. Fiquei pisando em solo quente até que uma mulher amarrou minha sandália com gaze; parecia Lazaro depois do terceiro dia da ressureição, mas foi o que salvou o meu dia. E sobre o tal do por do sol: o de Belém continua sendo o mais bonito do mundo pra mim.

A viagem seguiu com a gente indo a Kos, a última das ilhas gregas, que serviria apenas como escala pra Turquia (e onde a gente viu o Luciano Huck e a Angélica rs) e Bodrum, uma cidade porto na Turquia que servia de escala pra Istanbul e onde dormimos no pior hostel da vida, com direito a algum tipo de bicho que mordia na cama. E então, finalmente o último destino da viagem chegou – e se você leu até aqui, você deveria ganhar um chaveiro da Holanda.

Como é de se esperar estávamos mortos de cansaço, doidos pra voltar pro Brasil e já sem dinheiro (resumo de todo fim de viagem), mas até que conseguimos aproveitar bastante a cidade. Como disse minha amiga Tainá, depois que você vai ao Marrocos nada mais te surpreende e é bem isso. Istanbul é uma mistura de Ásia com Europa, com mesquitas por todo lado, mas com mulheres se vestindo de maneira ocidental, por exemplo. Nosso hostel ficava bem perto de tudo (do terraço dava pra ver a Mesquita Azul e a Aya Sofia), inclusive das multidões de pessoas famintas que saíam pra comer qualquer coisa quando o sol se punha (era época do Ramadan) e de milhões de lojas de doces turcos, que se tornaram um vício durante aqueles quatro dias. Tivemos até a chance de ir à praça Taksym, onde estão rolando os protestos por lá; tudo muito tranquilo, até a gente descer uma rua e ver que ia rolar onda e demos o fora de lá. O Pedro também nos achou uma boate com “pop turco”, mas o que vale é a intenção, certo? Resumindo bem, Istanbul me pareceu um Marrocos mais civilizado, com os mercados mais organizados e uma cultura, aparentemente, menos radical.

E é triste dizer, mas esse foi o último post de viagem dessa minha aventura pela Holanda. Comecei a escrever esse texto ainda lá e terminei aqui no Brasil, então são muitas mixed feelings, muita nostalgia. Foi, sem sombra de dúvida, a melhor viagem que fiz durante o ano todo e fechou com chave de ouro o melhor ano da minha vida. Teve briga, teve estresse, teve pegapacapá, mas também teve muito amor, risos e amigos, tudo isso com as paisagens mais bonitas que já tive o prazer de ver. E hoje, só o que posso fazer é agradecer a todos os meus companheiros de viagens, porque sem eles isso tudo não teria tanto sentido, não teria sido tão bom. E mesmo que um dia, daqui a 50 anos, nossos caminhos não se cruzem mais, vou sempre olhar para nossas fotos e lembrar as nossas aventuras.

Vocês estarão pra sempre guardados na minha caixinha de lembranças.


quarta-feira, 4 de setembro de 2013

1000º de separação

Escrever sempre me fez bem - quando todos os outros meios de extravasar se esvaem, as palavras sempre estiveram ali pra me ajudar. Por muito tempo esse aqui foi o meu espaço de contar das minhas viagens e aventuras pela Europa e ainda há algumas (últimas e boas) a serem contadas, mas hoje não - hoje meu Machado de Assis interior quer dissertar sobre a volta.

Imaginem que um dia de manhã eu estava na Holanda e na noite desse mesmo dia eu cheguei ao Brasil. Menos de 24hrs separaram a minha vida antiga da nova - e quando digo nova, é nova mesmo, porque ela deu uma volta de 1000º, assim, de você não saber nem a coordenada em que parou. Tudo que eu deixei aqui estava diferente e ao mesmo tempo igual. Na verdade, acho que quem mudou mesmo fui eu e o mundo não me acompanhou. Afinal, as pessoas continuaram a viver suas vidas da mesma forma que viviam antes e durante a minha ausência, com pequenos ajustes no meio disso. É como se eu tivesse descobrindo tudo de novo, mesmo tendo vivido 20 anos no mesmo lugar. 

Durante esses alguns dias desde que cheguei, tenho mergulhado muito em mim. Cheguei achando que conhecia um pouco de tudo, que era mais forte do que antes, mais interessante, que sabia o suficiente de amigos, amores e família e que, por favor né, já tenho 21 anos, que peça que a vida ainda pode me pregar sem que eu esteja preparado? Foi então que essa caixinha de surpresa me deu uma rasteira, mostrando que você nunca sabe demais, que você nunca conhece demais e que hoje não é ontem. Nada como um dia após o outro, eles dizem. Pois eu agora vivo de 5 em 5 minutos, esperando que as comidas voltem a ter o mesmo gosto, as cores deixem de ser cinzas e o riso volte a ter a mesma alegria. 

Aos que se importarem em se preocupar, por favor não o façam; não é uma depressão. É que apenas meu copo transbordou e agora eu estou (tentando) enchê-lo de novo. 

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Atualização: tô vivo!

Mais uma vez passei décadas sem escrever aqui, mas dessa vez tenho motivo: viagens. Na verdade, depois do fim do semestre, que foi dia 12 de junho, comecei a viajar e até agora ainda não parei (comecei escrevendo esse texto durante a minha summer trip). Comecei pela França, mais uma vez na maravilhosa metrópole de Saint-Etienne; acreditem ou não dessa vez fui surpreendido pela programação feita pelo Pedro para o fds. Tivemos de jantar francês a churrasco no parque e uma pequena festa da qual não recordo muita coisa rs.
Como sempre, visitamos Lyon e dessa vez fomos também a Annecy, uma cidade francesa quase na fronteira com a Suíça. Bem pequenininha, mas bem pitoresca, a cidade é uma graça. Ruelas com milhões de lojas de sorvete pra se refrescar do calor que tava fazendo e um lago, motivo pelo qual a cidade é conhecida, no qual não tomamos banho porque não levamos roupa. A única parte ruim da viagem todo foi que perdi meu óculos escuro na volta pra Saint-Etienne :(
De lá fui encontrar com as minhas amigas natalenses Priscila e Nathália em Paris, porque 10 meses aqui e acho que eu era o único que ainda não tinha ido visitar a tão famosa cidade luz. Depois de uma viagem de 7h de ônibus (isso porque não mencionei as 17h da viagem de ida) cheguei na casa do nosso couchsurfing, três brasileiros CsFers também; as meninas só chegariam no outro dia bem cedo pela manhã. Malas em casa, partimos direto para começar a turistar, começando pelo Arco do Triunfo. Coisa bem legal, que ninguém sabe pra que serve e como fazia pra chegar lá sem ser atropelado pelos milhões de carros que passam ao redor. Batemos nossas fotos, desviando dos asiáticos que sempre ficam na frente da sua foto, e começamos a caminhar em direção ao Louvre. Cinco minutos se passaram e vou confessar a frase mais pedante de todo o meu intercâmbio: EU NÃO AGUENTO MAIS TURISTAR!!1!1!1 Já bati foto de todas as igrejas, praças, relógios, estátuas que vocês podem imaginar e chega uma hora em que elas são sempre as mesmas. Não aguentava mais frio (estamos esperando o verão na Holanda até hoje), caminhar o dia todo, acordar cedo pra dar tempo de fazer tudo... Não via a hora de começar minha viagem de verão pelas praias.
Logo, resumindo Paris: fui em todos aqueles pontos turísticos que toooodo mundo conhece e sim, a cidade é linda mesmo, só não curti com aquela intensidade de turista porque acho que meu fogo já baixou.
Finalizando essa parte da viagem voltei pra casa por três dias antes de partir pra Alemanha. Mas descanso que é bom não rolou, porque já no mesmo ônibus pra Amsterdam que eu estava voltaram dois amigos dos sete que iam ficar lá em casa, antes de partirmos todos juntos pra Alemanha, pra encontrar mais gente ainda. Mas o mais importante desses três dias foi que ia poder ver uma das pessoas que mais faz falta na minha vida, O RAMONZITO <3 <3 <3 Foi lindo quando fui buscar ele na estação de trem, nem acreditava que tava vendo ele de novo e nem pareceu que ficamos um ano sem nos ver. Quanto aos três dias aqui em casa, meu quarto virou uma zona, comemos space cake (e mais uma vez o único efeito que deu em mim foi sono - e ainda por cima perdi o efeito que deu nos meus amigos) e tentamos sair pra balada, mas era dia de semana e Amsterdam durante a semana é borinZzzzZzZzzz....
Finalizado esse pré encontro de Amsterdam, fomos pra outra metrópole européia: Duisburg, Alemanha. Se eu achava que tinha muita gente na minha casa, a Tainá e seus 24 convidados me venceram. A casa tava LO-TA-DA de gente, tanto que a internet chegou no número limite de usuários hehe Foi muuuuito legal, como sempre, mas foi também o início das despedidas; alguns dos meus amigos que moravam em outros países eu não veria mais :(((
Dia 31/6 voltei pra Amsterdam com o Pedro para podermos começar a nossa última (e que terminou sendo a melhor) viagem do intercâmbio. Mas isso é assunto para um outro post.








sexta-feira, 31 de maio de 2013

Nada melhor pra fazer.

Poderia estar indo dormir ou até mesmo fazendo os trabalhos que preciso terminar, mas tô aqui escrevendo nesse meu diário online pra ver se o tempo passa mais rápido. Tá meio que tudo acabando e tô um pouco muito ansioso - só isso pra explicar esse post super random às 01:47 a.m. Depois do que pareceream mil dias preso no final de maio, chegamos a junho. Mas aí o que de tão bom esse mês, certo? Então, tinha dito que estava com as últimas passagens compradas, mas aí como eu não sossego comprei mais passagem agora hehe. Adicionando aos países para os quais vou viajar pra sentar a bundinha na areia e descansar, nada mais de andar o dia todo pra ver as mesmas igrejas lindas de novo, estou indo para a França, FINALMENTE pra Paris, e também visitar o Pedro naquela roça que ele mora, chamada Saint-Etienne. Daí pra não ficar por isso devemos ir à Lyon de novo e Annecy. Daí depois vou pra Paris com meus amiguinhos novos, volto pra Amsterdam e meus amigos lindos vêm pra cá - mas o mais importante, o mais importante MESMO é que o Ramon (aka meu melhor amigo) tá vindo passar um tempinho comigo. Vai ser horrível passar esse tempo todo longe dele, mas é pro nosso crescimento pessoal e profissional.

Daí vamos juntos, eu, ele e meus amigos daqui da Europa pra Alemanha encontrar com mais amigos; até Pedro Bezerra eu consegui arrastar pra ir com a geral. hahaha Vai ser tãããão legal! Logo em seguida voltamos pra Amsterdam apenas pra pegar o ônibus que vai nos levar pra Paris, da onde sai o nosso voo pro Marrocos. Então é, estou muito ansioso para a temporada de viagens começar. A única pedra no meio do caminho são os dois trabalhos das únicas duas matérias que eu tenho aqui - que tem que ser entregues no mesmo dia em que viajo pra França hehe - e a primavera que parece nunca começar, mas da qual já desisti na esperança de que o verão venha com tudo. Vamos acompanhar. Até o momento os termômetros não sobem de 14º, quando muito faz 20.

Por hoje é só. Um beijo, um abraço e até mais.

domingo, 19 de maio de 2013

Portugal (de novo) e un dos mejores países del mundo.

Um dia caguei dizendo que Portugal era um país que eu não fazia a menor questão de ir e lá estava eu embarcando pela segunda vez pra lá. O final de semana começou mesmo quando vários amigos CsF's de outros países chegaram aqui em casa pra comemoração do Dia da Rainha (agora Dia do Rei) junto com os pais e o irmãozinho do meu roommate. Fiz A limpeza na casa pra o viado me dizer que a mãe dele não tava confortável com esse tantão de gente passando pelo quarto dele (é que pra entrar no meu quarto tenho que passar pelo quarto dele, toda vez) e lá fui eu me mudar pro quarto do sujo húngaro. Saímos sexta, sábado, domingo e segunda, até que chegou terça, o tão esperado dia e confesso que meu café da manhã foi: cerveja. Ah, mamãe disse que "hoje pode", então desci o caneco mesmo. Ficamos na rua dançando e festejando a chegada do novo rei junto dos dutch todos.

No outro dia nos despedimos dos nosso amigos que iam embora (sempre a pior parte) e parti junto dos que moram na Alemanha, porque meu voo saia de lá. Aliás, abrindo um parêntese: pra chegar em Coimbra, destino final em Portugal, peguei um trem pra Alemanha e outro pro aeroporto, que basicamente fica na fronteira com a Holanda, depois um avião pro Porto e um ônibus pra Coimbra no outro dia. Ou seja: A VIAGEM! Fui à Coimbra para a Queima das Fitas, uma festa universitária GIGANTE que marca a formatura dos universitários da Universidade de Coimbra. Durante uma semana uma arena de show fica "aberta" (tem que comprar ingresso pra entrar), mas o principal evento mesmo é o Cortejo, que acontece no domingo. Cerca de 100 carros ornamentados com tudo que se possa imaginar, cada um representando um curso, descem as ladeiras de Coimbra no maior banho de bebida que já vi na minha vida; e o melhor: tudo de graça! As pessoas literalmente tomam banho com cerveja, vodka, vinho, whiskey, a porra toda. É muita gente bêbada, muita gente passando mal, muita, muita bebida. Pra quem é de Belém ter uma ideia, imaginem todas aquelas garrafinhas de água do Círio. Imaginou? Na Queima aquilo é tudo cerveja. E por incrível que pareça, não bebi nesse dia; não tava no clima. Mas até nos gordinhos eles pensaram, porque alguns carros tinham uns snacks também.

No outro dia, depois de chegar a rodoviária com 5 minutos de antecedência sem o ticket do ônibus e quase perde-lo, voltei ao Porto para pegar meu avião pra Barcelona. Tranquilo, cheguei na capital catalã, que tem aquela língua super estranha (uma mistura de espanhol com francês), as 23h perdido no centro porque fui burro e não olhei a localização do hostel direito e como tinham me falado coisas não tão boas sobre segurança na cidade, resolvi que era melhor pegar um táxi. Descansei e acordei pra turistar. Fui primeiro ao Arco do Triunfo, bem bonito, mas ainda não entendi o objetivo; mas logo depois fui a um dos maiores monumentos já criados pelo homem: a Sagrada Família. Não cheguei a entrar nesse dia, porque a fila tava imensa, então vou deixar pra contar daqui a pouco. De lá fui às duas casa do Gaudi: a La Pedrera e à Battlò. Coisa de gente louca! Dificilmente você encontra linhas retas no projeto do Gaudi e o cara pensava em tudo, desde as maçanetas das portas até a aparência da fachada. É um pouco salgado pra entrar, mas valeu MUITO a pena! Depois fui a La Rambla, área turística com várias lojas, nada de mais.

Tirei o segundo dia pra enfrentar a fila pra entrar na igreja, visto que meu amigo iria chegar pela parte da tarde e queria turistar também. Terminou que passei 50 minutos "só" (a expectativa eram 2h) e nossa, se por fora a parada é sinistra, dentro é de deixar qualquer um de queixo caído. Sem sombra de dúvida Top5 dos lugares mais incríveis que já fui na vida. Nem sei explicar qual a sensação, mas você pode passar horas ali sem perceber. Espero estar vivo para quando eles terminarem de construir tudo. Depois disso voltei ao hostel pra encontrar com o Guilherme, meu agora companheiro de viagens e de lá, acompanhado pelo amigo alemão dele que morava na cidade (que mais tarde se mostrou a pessoa mais mala do universo), demos uma volta rápida no bairro gótico e fomos jantar numa hambugueria que meus amigos tinham indicado. Por acaso, se um dia você for à Barcelona, make sure que você vá nesse lugar: Kiosko. Preços super justos por um hambúrguer dos deuses! De lá demos uma volta na praia, voltamos pro hostel e nos arrumamos pra badalar na noite barceloneta, que acabou comigo e o Gui sentados numa mesa de um bar de hostel (muito bom, porém) meio bêbados pela bebida half price e colocando as novidades em dia. Era tudo  o que eu precisava...

Acordamos no outro dia e como disse, o amigo mala do Guilherme queria que a gente esperasse ele pra ele poder ir no Parc Güell com a gente (?), daí resolvemos ir dar uma volta na praia, mesmo com o tempo não lá muito bom, e terminamos sentando lá pra pegar uma cor de novo. Minha mãe até me mandou uma mensagem dizendo pra eu tomar cuidado com o sol da Espanha porque eu estava muito branco, mas não ouvi. E como todo mundo sabe, quando mãe fala, acontece. Resultado? Lucas todo assado da cor de um pimentão e com marca de camisa pela primeira vez na vida, problema que só se agravou com o sol de Madrid dias mais tarde. De qualquer forma, encontramos o alemão mala e fomos ao Parc Güell, um dos lugares que eu mais queria ir, mas por falta de tempo (nosso voo saía mais tarde naquele dia), só demos uma passada rápida por lá, batemos foto e pronto. E bom, comentário de arquiteto, mas Gaudi precisa de um tempo pra ser absorvido. De lá saímos para os outros pontos turísticos que o Gui não tinha visto, batemos foto e voltamos pro hostel pra pegar nossas coisas e partir pro aeroporto. Uma dica: os aeroportos espanhóis têm a segurança mais chata que eu já vi até agora, mais até que os de Londres.

Chegamos no hostel de Madrid, local de mais um dos nossos encontros de amigos, e todo mundo já tinha partido pra balada. Tomamos aquele banho, passamos o perfume e fomos pra balada. Chegando lá já estava todo mundo loucaço e para ficar no mesmo nível o que os moradores da Holanda (eu, Gui e Eduardo, com quem encontramos no aeroporto de Madrid) fizemos? Shots de whiskey. Nem vou comentar que fui expulso da boate por jogar minha camisa no dançarino e que corri sem camisa na Grand Via de Madrid porque acho que o shot de whiskey fala por si só. Acordei na mão do palhaço, sem nem saber como tinha ido parar na minha cama hahaha. Na verdade, se eu for falar sobre a viagem de Madrid é mais fácil resumir ela em: melhor noite da Europa. Boates mais caras do universo, mas as melhores que eu já fui; isso sem contar na variedade. E como não tinha muito turismo pra fazer, acabávamos bebendo demais, acordando tarde e saindo pra fazer meia hora de turismo e depois sentar num bar de tapas com cerveja a 1 euro pra recomeçar tudo de novo outra vez. No último dia ainda demos uma andadinha pela cidade e eu fiz meu piercing novo :D (mãe, favor não surtar com essa informação), porque o mesmo piercing que me custou 12 euros lá, na Holanda teria saído por 50. Isso mesmo!

Bom, depois de 13 dias viajando, tudo que eu mais queria era a minha cama. Cheguei em casa e a primeira coisa que eu fiz foi dormir, porque estava simplesmente destruído. E minha semana bem tem se resumido a lavar roupa, ver seriado e dormir (acho que foi a semana que eu mais dormi na vida), dormir e dormir. Sempre que não tenho nada pra fazer, deito na cama e durmo, não importa o horário. Amanhã espero colocar meu relógio biológico de volta ao "normal".

De update da vida só mesmo que comprei minha passagem de volta e dia 22/8 estou aterrissando em casa de novo. Nem gosto de pensar muito nisso porque já tô começando a ficar triste e não quero passar meus últimos meses aqui pensando em como as coisas vão ser; vou tentar viver um dia após o outro. Então pra ajudar tô planejando minha tão atrasada ida à Paris, primeiro destino de todo mundo será o meu último, antes da viagem mais esperada de todas. Porque não sei se falei pra vocês, mas em julho viajo pro Marrocos, Croácia, Grécia e Istanbul, juntando alguns dos lugares que mais queria ir quando vim pra cá com novas descobertas fantásticas, essa viagem promete.

Vou tentar manter isso aqui um pouco mais atualizado agora. Câmbio, desligo.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

"Leste" Europeu mais uma vez.

Com o tempo você descobre que as viagens das pessoas pela Europa são, 99% das vezes, as mesmas. Mas como eu quero ser diferente e não sigo padrões 1mtéfresqué quando fui ao leste europeu (leia-se Budapeste) não fiz o roteiro que todo mundo faz (Berlin-Viena-Praga-Budapeste), mas sim o roteiro mais away da face da Terra (Berlin-Budapeste-Estocolmo-Londres). Portanto, tive que arranjar tempo pra voltar lá e fazer Viena e Praga.

p.s.: Viena não é leste europeu. E Praga se auto-denomina "Europa Central" (o que geograficamente está correto) - é um pouco depreciativo você falar que é do leste europeu por aqui, porque é onde ficam a maioria dos países mais pobres.

Tinha entrega de projeto na terça, mas sexta e segunda eram feriados de Páscoa por aqui, então resolvi fazer o que? Isso mesmo, viajar um pouco mais. Muito mais dilmas do que eu gostaria, mas era isso ou ficar em Amsterdam - e sabemos que isso nunca é uma opção. Dessa vez a companhia foi o Guilherme, um amigo meu que mora na roça aqui na Holanda. Nosso voo saia de Rotterdam, 7:50a.m, então resolvemos dormir na casa de um amigo meu pra não chegar atrasado, mas as emoções começaram cedo e chegamos correndo no aeroporto as 7:10a.m; tudo certo, pegamos o avião pra Viena. Chegamos e fomos deixar as malas no hostel mais miado do universo - o combinado foi revezar o sono a noite pra ter certeza de que ninguém ia tirar nossos órgãos. Saímos pra conhecer a cidade. Basicamente, acredito que por ter sido a sede do Império Austro-Húngaro, Viena é uma cidade muito monumental, então um simples prédio da câmara de comércio ou algo do tipo se torna um palácio gigante, cheio de detalhes e todo em pedra. Tirando a catedral no centro e a ópera de Viena, a cidade em si não é tão cheia de pontos turísticos, mas é daquele tipo que a mesma é o grande ponto turístico (assim como Amsterdam). Tudo muito lindo, mas compramos uma garrafa de vodka água que passarinho não bebe e fomos pro hostel, esquentar e sair pra balada. Pra uma cidade em que a balada da quinta é tomar café vienense, até que não foi tão ruim (tirando a música, bem ruim). No outro dia acordamos cedo pra fazer check-out e conhecer um dos palácios dos imperadores antigos.

Não sei de quem era, só sei que a parada é impressionantemente gigante; isso sem contar no jardim que tem na parte de trás, ainda maior. Saímos daí e fomos direto pra parada de ônibus, onde iríamos embarcar pra Praga. Coisa fina, o ônibus tinha cafézinho, chocolate quente e DVD, tudo "de graça". Mas resumindo, Viena não me surpreendeu do jeito que eu pensei que iria. 

p.s.²: antes de nos movermos pra Praga, aviso-lhes que schinitzel, o famoso prato austríaco, nada mais é do que um pedaço de porco/frango/bife elegantemente empanado e servido com salada de batata/batata frita. Um belo de um empanado, mas ainda assim, um empanado. Então, low your expectations. 

4:40h depois, chegamos em Praga, terra dona de uma língua que usa acento circunflexo de cabeça pra baixo - como confiar, certo? ERRADO! As coisas já começaram a ficar melhores quando reservamos um hostel que não tinha rating nenhum e demos a sorte de ficar num excelente! A 2 minutos da praça central, dava pra fazer tudo andando. Mas antes, fomos conhecer a noite de Praga. Meio litro de cerveja a 1,10 euros <3 and it keeps getting better. Pra melhorar conhecemos um casal, um belga e o outro sul africano com quem passamos a noite inteira, suuuuper gente boas. Chegamos em casa de manhã cedo - leia-se 6:20 a.m - e 10:45 tínhamos que estar na tal praça central pra pegar o free walking tour. E CONSEGUIMOS! RÁ! Nesse dia encontramos com duas outras amigas que moram aqui na Holanda e estavam por Praga também e de bônus conhecemos um outro CsF gente finíssima, o Felipe, e passamos o dia andando juntos. Fizemos todo o centro antigo de Praga e subimos no castelo, tudo excepcionalmente lindo! Não sei se foram as companhias, mas tô kind in love por Praga ainda. 

No segundo dia, como já tínhamos visto grande parte da cidade mesmo, saímos pra fazer comprinhas, na esperança de que Praga preenchia os requisitos de uma cidade do leste - que no caso é ser MUITO barata - mas terminamos nos decepcionando e não compramos nada mais do que uns souvenirs e livros. Tudo muito bom, tudo muito legal, mas vida de estudante pode parecer fácil, mas não é, então depois de todo esse final de semana sem dormir ainda tínhamos que enfrentar uma maratona de 16h de trem pra chegar em Amsterdam. Isso mesmo, meus caros, 16h num vagão de trem sem cama, só aquela cadeira dura pra dormir. Estávamos todos no mesmo vagão, mas em cabines diferentes, problema que logo resolvemos sentando todos numa cabine só e fo**-se. Não, brincadeirinha, pedimos para os outros passageiros mudarem de cabine também. E acreditem ou não, a viagem foi ótima. Passamos horas falando das nossas histórias, rindo e falando mal do americano que estava do nosso lado. Fizemos um piquenique dentro do vagão com a feira que fizemos antes de viajar (afinal, estamos em fase de crescimento e eram 16h de viagem, tá?). Depois de cruzar TODA a Alemanha e ficar parado sabe-se lá Deus quantas horas em Hannover na madrugada, finalmente cruzamos a fronteira e tínhamos nosso 3G de volta. Não contente e cansado o suficiente, ainda rolou uma maratona de comida mexicana e reunião pra assistir ao primeiro episódio de Game of Thrones, só mesmo pra terminar bem o feriadão. 

quarta-feira, 6 de março de 2013

Dia Internacional do Lucas

Podia estar matando, podia estar roubando ou podia apenas estar fazendo os mil trabalhos que tenho pra fazer, mas tô aqui enrolando porque né, não sou obrigado.

Nem tem lá muita novidade não. Apenas que teve festa de aniversário essa semana na minha casa. Aniversário de quem? MEEEEU!!11!!11111! \o/ Agora eu, com 21 anos, já posso até beber e jogar em cassinos nos EUA. Grande vitória né?! Anyway, a parada foi séria: fiz um evento com 40 pessoas porque sempre se chama mais do que se pode, mas para a minha surpresa, 30 pessoas compareceram. Onde eu consegui colocar tanta gente no meu quarto, não lembro não sei.

O derrame de cerveja ficou por parte de umas 60 garrafas de cerveja, litros e litros de vinho, uma garrafa de vodka alemã que ganhei de presente da minha turma da faculdade (<3), vodka preta (que descobri ser um veneno mais tarde na noite) e a sempre maldita, mas sempre presente garrafa de tequila. Desculpa mãe, mas não lembro das pessoas indo embora e/se falei/fiz merda, mas fiquei em casa, então foi tudo lindo. Todos os meus amigos vieram, ganhei vários presentes e me diverti montes. Acordei com aquela dor de cabeça, mas daquelas que você sabe que é porque a noite foi boa.

Enfim, foi tudo lindo! Depois do dia 28/2 ter sido tãããão miado, dia 02/3 foi bem melhor do que eu esperava. Obrigado a todos os presentes, vou guardar (o que resta na memória) desse que foi meu primeiro aniversário na Europa. :D

E ah, tô indo pra Alemanha amanhã pelo simples fato de: tava afim. Vamos ver o que Duisburg nos reserva. Beijos e queijos.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Holidays break: PART 1

*ATUALIZAÇÃO: na verdade tinha deixado esse post na geladeira e não lembrava. Então, dois meses depois, aí vai.*


16 dias, 4 línguas diferentes, 4 moedas diferentes, 4 países diferentes, muitos McDonald's, Burguer King e quilos a mais, cá estou eu, de volta ao aconchego do meu quartinho. QUE SAUDADES!

Tive duas semanas de """férias""" e resolvi fazer a Eurotrip mais away que eu já ouvi falar: Berlin, Budapeste, Estocolmo e Londres. Ainda não entendi qual foi a lógica que usamos pra programar a viagem, mas OK NEAM?!

Primeira escala: Berlin! Essa foi ideia minha, porque sou muito vidrado em história da Segunda Guerra Mundial e a forma de como o Nazismo funcionou e também porque queria testar meu pobre alemão, que mostrou-se quase ineficiente em uma cidade onde quase todo mundo fala inglês #chatiado. Primeiramente um fun-fact sobre as viagens na Europa. Todo mundo já ouviu falar que é muito barato viajar aqui dentro e coisa e tal e realmente é. Mas a parte que ninguém fala é que você só pode levar UMA mala de mão com medidas estipuladas e se sua mala não couber numa paradinha que tem lá no aeroporto, você tem que pagar 50 euros assim, na bucha. O que significa que para que tudo coubesse na mala e eu não saísse mais pobre, tive que lavar cueca e meias durante a viagem. UM MÁXIMO sqn. Mas já tava viajando, então não ia reclamar.

Anyway, chegava a Berlin de manhã, enquanto o Pedro chegava só a noite. Pra não perder o dia nem sair pra conhecer as coisas sem ele, fui em uma das coisas que mais me interessavam por lá: um campo de concentração. Sachsenhausen foi um dos primeiros campos de concentração do regime alemão e funcionou de 1936 a 1945; hoje funciona como um museu memorial. Fica a 45 minutos de trem de Berlin, então só joguei minhas coisas no hostel e parti. Chegando lá você tem que andar uns 25 minutos, mas vale muito a pena. Não imaginei que fosse tão grande, mas o campo era ENOOORME e pensar que existem maiores dá arrepios. A grande maioria dos prédios foram derrubados, mas ainda existem as marcações no chão; os únicos que continuam em pé são dois barracões onde os judeus ficavam, dois pavilhões que eu acho que eram pra experimentos médicos e a residência dos oficiais. Como cheguei lá quase na hora do campo fechar, fui O ÚLTIMO A SAIR. E agora no inverno 16h30 já tá escuro e eu tava lá SO-ZI-NHO! Ainda tentei sair por uma porta que não era a porta de saída e tava trancada. ME CAGUEI TODO. Corri de lá o mais rápido que pude e mano, tinha alguém me seguindo. Tenho certeza!


"O trabalho liberta".

Agora vamo falar de coisa boa? Vamo falar de Top Therm? Voltei pro hostel e como não tinha mais nada pra fazer, fui tomar um banho de piscina e beber alguma coisa no bar do hostel, onde me deparei com uma garrafa de vinho por 5 euros. Fiz o que? Bebi uma sozinho. Ao que o Pedro chegou, ainda tomei uma cerveja alemã e dormi que nem uma pedra nesse dia. Segundo dia: turistar! Achei um roteiro na internet, o que, aliás, fiz para todas as cidades, e lá fomos nós ver o Branderburg Tor. Não querendo ser chato, mas confesso que esperava mais, mas é bem bonito e legal. Começou a nevar fraquinho. Pegamos um free walking tour pra conhecer a cidade. Suuuper aconselho! O guia é muito bom e te leva num lugares bem legais (todos os dias, 11h, em frente ao Starbucks do Portão de Brandenburgo). DAÍ o Lucas foi começar a bater foto e descobriu que esqueceu de carregar a bateria da máquina. WONDERFUL, right? Começou a engrossar a neve. Fomos ao Monumento dos Judeus Mortos, ao estacionamento aterrado em cima do que era o bunker do Bigode e até em um dos postos de onde se podia atravessar legalmente da Alemanha Oriental pra Ocidental; eles até carimbam seu passaporte se você levar lá. Nesse ponto já estávamos soterrados pela neve e o Pedro com o pé congelado porque me foi com uma meia fina. PQP NÉ

Mas antes que o post fique maior e ninguém meshmo leia, Alemanha também teve mais frio, a melhor cerveja do universo, uma linguiças, chucrute e algo que não sei o que é, todos muito bons; glühwein (vinho quente com especiarias, bem típico no inverno aqui e ainda mais na Alemanha) e Museu dos Judeus Mortos na Segunda Guerra (eu disse que era vidrado em história). Resumindo a parada: chorei. Bem triste mesmo.

Dia 24 de manhã voamos para Budapeste que, para quem não sabe, é capital da Hungria. Uma coisa sobre a Hungria: barata. Tava me sentindo a pessoa rica que eu não sou naquele lugar. Cheeseburguer do Mc? Menos de 1 euro. Coca-Cola de 500ml? Menos de 1 euro (custa 1,75 aqui em AMS). Jantar tradicional húngaro com entrada+prato principal+sobremesa+bebida? 12 euros (nem sei quanto custa aqui porque não me dou ao luxo rs). Chegamos na tarde de Natal e o que aconteceu? Não tinha mais metrô pra levar a gente pro hostel. Passamos 1h30 tentando ligar pra um táxi, onde ninguém falava inglês e que precisava do endereço da estação de metrô. Tipo, oi? Muito tempo depois (e depois do Pedro gritar TAAAAXI que nem em filme americano que se passa em NY) conseguimos arranjar um. O cara não falava inglês e já tava começando a demorar pra chegar e o taxímetro só subindo e eu pensado FU***. Pagamos e fomos fazer a conversão (eles não usam euro lá): uns 10 euros! Pensei: ISSO É O PARAÍSO!

Era dia 24/12 de noite e resolvemos sair pra procurar alguma coisa pra comer, porque se dependesse do Pedro íamos comer hambúrguer, mas eu não sou obrigado a comer hambúrguer na minha ceia de Natal, certo? Achamos um restaurante com menu de Natal: sopa de peixe, repolho recheado e... hambúrguer. Cagado! Voltamos para o hostel, solitários porque passar o Natal sem ninguém é triste quando vemos um amigo meu daqui da Holanda no bar do hostel. E eu achando que Belém era pequena... Bebemos, conhecemos os amigos deles, fizemos amigos de Estocolmo (desculpa não ter ligado, gente) e aconteceu a coisa mais estranha do mundo. Não devia, mas vou contar:

- Hey, eu sei uma palavra em português. - disse o holandês.
- Qual? - todos os brasileiros em coro.
- Água de chuca.
... (um momento de pausa)
- HAHAHAHAHAHAHAHAHA

Terminamos sabendo que quem ensinou isso pra ele foi outro amigo nosso da Holanda. E eu achando que Belém era pequena (2)...

Daí que meu amigo tava indo pra uma ceia na casa das amigas do amigo dele e chamou a gente. Todos brasileiros e elas tinham feito comida de Natal de verdade. Foi demais! No outro dia, e nos próximos três, saímos pra visitar a cidade. Uma palavra: impressionante. A cidade mais bonita que já visitei até agora. Tudo, TUDO lá parece ser feito a maestria e pra ter cara de antigo. Ficamos bem no centro e o transporte público de lá é BEM ruim; mas assim, os ônibus são mais velhos que os de Belém. O metrô é o segundo mais antigo da Europa (só perde pro de Londres) e acho que nunca foram renovados, mas é bem diferente e legal (tirando o fato de que a bilheteria fecha às 18h e as máquinas de bilhetes não funcionam). Mas a melhor parte de Budapeste foi ir nos banhos termais, que é meio uma tradição de lá. Você tá naquela friaca de "menos alguma coisa" e entrar naquela água quentinha é uma sensação única! É obrigatório pra quem vai em Budapeste. Também fomos a todos os pontos turísticos que vocês possam imaginar, mas como fizemos a cidade inteira praticamente andando, no final do segundo dia já estávamos mortos e acabados, então os roteiros diários sempre envolviam uma volta ao hostel no meio do dia pra descansar.

Dia 28 embarcamos em direção a Estocolmo, também conhecido como o lugar mais caro que já fui na vida. A missão já começou quando descemos num aeroporto suuuuper ultra mega longe e pegamos um ônibus super ultra mega caro pra ir até a cidade, numa estrada lotada de neve de todos os lados e um sol que desaparecia as 14:30h. Chegamos ao também mais caro hostel que já fiquei, após pagar a passagem de metrô mais cara que já paguei. No outro dia acordamos e fomos comprar o passe diário do metrô, como fazemos em todos os lugares e adivinhem: 18,50 euros. Nunca vou esquecer disso... Preços a parte, a cidade é fantástica. Linda, linda, linda! O centro antigo é uma graça e a parte central funciona como um mini arquipélago e isso sem falar que as ruas são um brinco (tá que estava tudo coberto por neve, mas ainda assim) e tudo funciona magicamente bem. Fizemos um walking tour e patinamos no gelo, mas confesso que os preços das coisas não me deixavam aproveitar lá muito, inclusive porque é uma daquelas cidades que não tem muito ponto turístico, então você tem que pagar pra entrar em museus e os preços são absurdos.


quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Ora pois, queimei a língua.

Muito relutante, mas finalmente me convenceram de ir a Portugal. E quem diria... Depois de muita insistência da minha amiga Tainá (vulgo Miss Luciana - MUITO obrigado), comprei as passagens em cima da hora e me mandei pra terrinha. Tratava-se de um...err...encontro de amigos, e de amigos de amigos, e de amigos de amigos de amigos, salpicado por alguns desconhecidos também, todos juntos para um um final de semana de festa no Porto. E, por que não, um pouquinho de turismo também?

A odisseia começou comigo indo a uma cidade que fica a 1h30 daqui pra pegar o avião e encontrar meu amigo que ia junto (obrigado pelas risadas, Gui), para depois enfrentarmos o voo mais longo que já peguei aqui: 2h30. Parece frescura, mas acostumei com voos de 1h e parecia que eu tava voltando pro Brasil. Mas deixando minha velhice de lado, chegamos e fomos recebidos por uma amiga do Gui que nos levou para matar a broca porque tava pegando. Sentei naquele bar e pedi comida sem medo de ser feliz. Na hora de pagar o garçom diz 13 euros e nossa mentalidade holandesa ficou aterrorizada quando descobriu que era divido por dois. Foi tipo, AAAAHN? Soube que tinha ido pro lugar certo <3

Depois disso nos separamos, porque o Gui ia pra Lisboa naquela noite e eu só iria de manhã cedo no outro dia. Acordei e 3h30 depois estava em Lisboa. Joguei minhas coisas no hostel e saí pra comer comida barata, seguindo a dica do recepcionista; me fudi, porque fui num restaurante em que cobraram até o pão e a manteiga que eu comi (literalmente). Depois disso fui fazer um free walking tour, que é algo que tem em todo lugar aqui na Europa e normalmente são a melhor opção pra quem não tem muito tempo na cidade. Andamos pelos pontos principais, mas o que me fez apaixonar pela cidade foi o charme antigo que ela tem, com umas ruelas que dão vontade de se perder, casas que lembram muito os centros antigos do Brasil (por motivos óbvios) e, não vou mentir, os preços. É tudo TÃO barato comparado a Holanda que passei o dia me perguntando o que estou fazendo cá.

Nesse dia a noite saímos pra festa e como todo mundo lá faz, fomos ao Bairro Alto antes, que é onde rolam os esquentas com cervejas de 1L por 2 EUROS. Pra vocês terem noção do gap, 1L de cerveja na balada de Amsterdam são 10 euros. Eles tem também todos os tipos de shots imagináveis (e até alguns inimagináveis também), todos por no máximo 2 euros. As baladas também são todas com ingresso de consumação, então vou deixar vocês imaginarem o resto da noite.

Caipirinha e vinho do porto: prioridades, né?!


Segundo e último dia em Lisboa e fui fazer o bate volta mais rápido da vida em Belém. Bati foto no Mosteiro São Jerônimo, no Padrão dos Descobrimentos e na Torre de Belém e, claro, como todo gordo, não viajei meia hora pra não comer os famosos pastéis de Belém. E a única coisa que posso dizer é: valeu o esforço Habib's, mas não, você não chega nem a 1/5 do verdadeiro. O QUE É AQUILO? Voltamos correndo no bonde (ou elétrico, como eles chamam) mais cagado da história, com o pastel cheirando na sacola (ainda não tínhamos comido), tudo pra não perder o ônibus que ia nos levar pro Porto de volta e 3h30 e meia depois lá estávamos.

Fomos direto para o hostel, onde tinham 23 pessoas do encontro reunidas. Agora imaginem como funcionou um final de semana com 10 amigos em um único quarto. Pensou? Foi MUITO pior. E foi um dos melhores fds que já tive aqui. Chegando lá já tinham 5L de vodERROR "suco de laranja pra gente ficar alegre pra sair." Depois de alguns goles do tal suco de laranja, fomos pra festa. Agora imaginem que aos 23 hóspedes do hostel se juntaram também o pessoal que morava em Portugal e foi pro Porto pro encontro. Nós éramos a festa. Galera já chegou causando na boate e um contrato de sigilo me proíbe de falar mais detalhes.

Sábado acordaram todos lindos e fomos fazer alguma coisa de turismo, porque ninguém é de ferro. Primeiro fomos curar a ressaca almoçar numa churrascaria brasileira que custava 25 euros, mas que o cara fez um desconto e cobrou 10. Não sei se foi uma boa lábia, a crise ou alguma outra coisa desconhecida, mas foi isso. Comemos até não querer mais e fomos fazer um passeio de barco pelo rio, com direito a degustação de vinho do Porto depois; passeio este que custava 10 euros, mas alguém fez mágica e saiu por 5. Depois de degustar um único gole de vinho, fomos ao supermercado comprar mais... suco de limão, nesse dia foi suco de limão. Mesmo esquema da noite anterior e todos causaram na chegada da mesma boate.

Domingão, solzão, calorzão... tudo estava pedindo pelo que? Churrascão, é claro. Além de tudo barato, em Portugal é muito fácil de encontrar as coisas que encontramos no supermercado do Brasil, tipo Guaraná, picanha e até Ruffles, artigos de luxo para o resto da Europa; como uma portuguesa disse, é nossa vez de coloniza-los. A cereja do bolo foi o terraço com sistema de som do hostel - não faltava mais nada. Tacamos o funk, exageramos na cerveja, picanha pra dar e vender e muita, mas muita denúncia. E foi assim que terminamos esse encontro lindo, que posso dizer ter sido uma das melhores viagens que fiz por aqui.

Primeiramente obrigado a Dilma que né, é quem tá bancando toda essa zona; te dedicamos nosso encontro. Obrigado também a todos amigos, irmãs e primas que fiz nesse encontro - já estou sentindo muito a falta de vocês. E que venha Madrid, Amsterdam, Rússia ou até China, porque com vocês vou até pra Lua! #GWB

Obrigado! Thanks! Gracias! Danke! Dankejewel!

*Calhou também de esse ser o único post da minha vida que comecei com 20 anos e terminei com 21, porque hoje é o Dia Internacional do Lucas*

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Where the dreams (really do) come true.

Bom, se você sou o eu do futuro se perguntando cadê a parte 2 do post acima, a resposta é: você estava com preguiça. Se você for uma das 5 pessoas que leem meu blog (além da minha mãe), a resposta continua sendo preguiça. Mas resumindo o que poderia ser um único post: Estocolmo é apenas o lugar mais caro que existe no universo e Londres eu fui de novo e não fiz nada (porque já fiz quase tudo).

Mas vamo falar de coisa boa vamo falar de Top Therm? FUI A DISNEY! \\\o/// Possivelmente a maior frustração da minha vida foi não ter ido a Disney quando fiz 15 anos e acho que por isso já vi todos os vídeos de brinquedos no YouTube e sinto como se tivesse ido só que não. Mas anyway, Dilmão ajudou, então resolvi ir. Além do que seria a última vez que eu veria a Carla até voltar pro Brasil, então lá fui eu.

Como todo bom estudante de intercâmbio, não cago dinheiro. Então a solução encontrada foi fazer um bate-volta em Paris. São 7h de viagem pra ir e mais 7 pra voltar, mas a passagem de ida/volta é 13 euros; não resisti. Ambos os ônibus eram noturnos, o que quer dizer que passei dois dias dormindo numa cadeira que não reclina. (Y) Cheguei serelepe pela manhã em Paris e fui encontrar com a Carla pra tomar café. Nota: você que nunca comeu croissant francês, não sabe o que realmente é um croissant. Continuando, pegamos o trem e fomos; a Disneyland fica a 40 minutos de Paris, mais ou menos. Chegamos. Com uma chuva típica de duas pessoas zicadas (eu e Carla).

Engraçado ver que eu realmente parecia uma criança, (literalmente) pulando e sorrindo de orelha a orelha quando entrei no parque. É tudo tãããããão lindo e legal e tudo que eu sempre achei que fosse. Pra quem já foi na da Flórida talvez seja um pouco estranho, porque é um parque bem menor, com beeem menos brinquedos, mas ainda assim é a Disney. Meu único conselho é não ir em janeiro, quando uma boa parte dos brinquedos estão fechados, mas também não esperar o verão, porque as filas ficam gigantes. São dois parques, o Disneyland e o Disney Studio, e é super sussa de visitar ambos no mesmo dia. O primeiro é mais pela magia da Disney, ver os personagens todos por lá, ABRAÇAR O MICKEY <3 <3 <3, mas em termos de brinquedo é mais para crianças; apesar de aconselhar muito ir na Space Mountain e no brinquedo do Buzz Lightyear. E ah, outro pequeno problema: eles só falam francês nos brinquedos, então as vezes você tem vontade de mandar eles tnc. Mas passa rápido.

O Disney Studio é bem melhor em termos de brinquedos. Tem a montanha russa do rock, que é muuuito boa; tem a do Nemo, mas tava fechada =/; tem um brinquedo do Toy Story que pra mim é o melhor do parque - é um carrinho de autorama que caí em queda livre; e tem aquelas torres com um elevador que fazem uma queda livre. ATENÇÃO: risco de sensação de morte ao ir nesse brinquedo. Juro que pensei que meu estômago ia sair do lugar - nem gritar você consegue. Seu cérebro paralisa, eu literalmente sai da cadeira e flutuei por alguns segundos. A parada é sinistra! Se você não for de fortes emoções, não vá!

No final do dia teve a parada de comemoração aos 20 anos da Disney Paris e foi só pra finalizar o dia perfeitamente. Dia este que comprei um boneco do Woody, do Toy Story, também. Foi mágico mesmo! Voltei pra Paris, fui na Galeria Lafayette com a Carla, comi e voltei pra Amsterdam. Cansado do jeito que eu tava, eu dormi em Paris e praticamente só acordei em Amsterdam (e ainda manejei dormir até as 16h da tarde rs).

Última dica: vá a Disneyland Paris! Vale a pena!