sexta-feira, 31 de maio de 2013

Nada melhor pra fazer.

Poderia estar indo dormir ou até mesmo fazendo os trabalhos que preciso terminar, mas tô aqui escrevendo nesse meu diário online pra ver se o tempo passa mais rápido. Tá meio que tudo acabando e tô um pouco muito ansioso - só isso pra explicar esse post super random às 01:47 a.m. Depois do que pareceream mil dias preso no final de maio, chegamos a junho. Mas aí o que de tão bom esse mês, certo? Então, tinha dito que estava com as últimas passagens compradas, mas aí como eu não sossego comprei mais passagem agora hehe. Adicionando aos países para os quais vou viajar pra sentar a bundinha na areia e descansar, nada mais de andar o dia todo pra ver as mesmas igrejas lindas de novo, estou indo para a França, FINALMENTE pra Paris, e também visitar o Pedro naquela roça que ele mora, chamada Saint-Etienne. Daí pra não ficar por isso devemos ir à Lyon de novo e Annecy. Daí depois vou pra Paris com meus amiguinhos novos, volto pra Amsterdam e meus amigos lindos vêm pra cá - mas o mais importante, o mais importante MESMO é que o Ramon (aka meu melhor amigo) tá vindo passar um tempinho comigo. Vai ser horrível passar esse tempo todo longe dele, mas é pro nosso crescimento pessoal e profissional.

Daí vamos juntos, eu, ele e meus amigos daqui da Europa pra Alemanha encontrar com mais amigos; até Pedro Bezerra eu consegui arrastar pra ir com a geral. hahaha Vai ser tãããão legal! Logo em seguida voltamos pra Amsterdam apenas pra pegar o ônibus que vai nos levar pra Paris, da onde sai o nosso voo pro Marrocos. Então é, estou muito ansioso para a temporada de viagens começar. A única pedra no meio do caminho são os dois trabalhos das únicas duas matérias que eu tenho aqui - que tem que ser entregues no mesmo dia em que viajo pra França hehe - e a primavera que parece nunca começar, mas da qual já desisti na esperança de que o verão venha com tudo. Vamos acompanhar. Até o momento os termômetros não sobem de 14º, quando muito faz 20.

Por hoje é só. Um beijo, um abraço e até mais.

domingo, 19 de maio de 2013

Portugal (de novo) e un dos mejores países del mundo.

Um dia caguei dizendo que Portugal era um país que eu não fazia a menor questão de ir e lá estava eu embarcando pela segunda vez pra lá. O final de semana começou mesmo quando vários amigos CsF's de outros países chegaram aqui em casa pra comemoração do Dia da Rainha (agora Dia do Rei) junto com os pais e o irmãozinho do meu roommate. Fiz A limpeza na casa pra o viado me dizer que a mãe dele não tava confortável com esse tantão de gente passando pelo quarto dele (é que pra entrar no meu quarto tenho que passar pelo quarto dele, toda vez) e lá fui eu me mudar pro quarto do sujo húngaro. Saímos sexta, sábado, domingo e segunda, até que chegou terça, o tão esperado dia e confesso que meu café da manhã foi: cerveja. Ah, mamãe disse que "hoje pode", então desci o caneco mesmo. Ficamos na rua dançando e festejando a chegada do novo rei junto dos dutch todos.

No outro dia nos despedimos dos nosso amigos que iam embora (sempre a pior parte) e parti junto dos que moram na Alemanha, porque meu voo saia de lá. Aliás, abrindo um parêntese: pra chegar em Coimbra, destino final em Portugal, peguei um trem pra Alemanha e outro pro aeroporto, que basicamente fica na fronteira com a Holanda, depois um avião pro Porto e um ônibus pra Coimbra no outro dia. Ou seja: A VIAGEM! Fui à Coimbra para a Queima das Fitas, uma festa universitária GIGANTE que marca a formatura dos universitários da Universidade de Coimbra. Durante uma semana uma arena de show fica "aberta" (tem que comprar ingresso pra entrar), mas o principal evento mesmo é o Cortejo, que acontece no domingo. Cerca de 100 carros ornamentados com tudo que se possa imaginar, cada um representando um curso, descem as ladeiras de Coimbra no maior banho de bebida que já vi na minha vida; e o melhor: tudo de graça! As pessoas literalmente tomam banho com cerveja, vodka, vinho, whiskey, a porra toda. É muita gente bêbada, muita gente passando mal, muita, muita bebida. Pra quem é de Belém ter uma ideia, imaginem todas aquelas garrafinhas de água do Círio. Imaginou? Na Queima aquilo é tudo cerveja. E por incrível que pareça, não bebi nesse dia; não tava no clima. Mas até nos gordinhos eles pensaram, porque alguns carros tinham uns snacks também.

No outro dia, depois de chegar a rodoviária com 5 minutos de antecedência sem o ticket do ônibus e quase perde-lo, voltei ao Porto para pegar meu avião pra Barcelona. Tranquilo, cheguei na capital catalã, que tem aquela língua super estranha (uma mistura de espanhol com francês), as 23h perdido no centro porque fui burro e não olhei a localização do hostel direito e como tinham me falado coisas não tão boas sobre segurança na cidade, resolvi que era melhor pegar um táxi. Descansei e acordei pra turistar. Fui primeiro ao Arco do Triunfo, bem bonito, mas ainda não entendi o objetivo; mas logo depois fui a um dos maiores monumentos já criados pelo homem: a Sagrada Família. Não cheguei a entrar nesse dia, porque a fila tava imensa, então vou deixar pra contar daqui a pouco. De lá fui às duas casa do Gaudi: a La Pedrera e à Battlò. Coisa de gente louca! Dificilmente você encontra linhas retas no projeto do Gaudi e o cara pensava em tudo, desde as maçanetas das portas até a aparência da fachada. É um pouco salgado pra entrar, mas valeu MUITO a pena! Depois fui a La Rambla, área turística com várias lojas, nada de mais.

Tirei o segundo dia pra enfrentar a fila pra entrar na igreja, visto que meu amigo iria chegar pela parte da tarde e queria turistar também. Terminou que passei 50 minutos "só" (a expectativa eram 2h) e nossa, se por fora a parada é sinistra, dentro é de deixar qualquer um de queixo caído. Sem sombra de dúvida Top5 dos lugares mais incríveis que já fui na vida. Nem sei explicar qual a sensação, mas você pode passar horas ali sem perceber. Espero estar vivo para quando eles terminarem de construir tudo. Depois disso voltei ao hostel pra encontrar com o Guilherme, meu agora companheiro de viagens e de lá, acompanhado pelo amigo alemão dele que morava na cidade (que mais tarde se mostrou a pessoa mais mala do universo), demos uma volta rápida no bairro gótico e fomos jantar numa hambugueria que meus amigos tinham indicado. Por acaso, se um dia você for à Barcelona, make sure que você vá nesse lugar: Kiosko. Preços super justos por um hambúrguer dos deuses! De lá demos uma volta na praia, voltamos pro hostel e nos arrumamos pra badalar na noite barceloneta, que acabou comigo e o Gui sentados numa mesa de um bar de hostel (muito bom, porém) meio bêbados pela bebida half price e colocando as novidades em dia. Era tudo  o que eu precisava...

Acordamos no outro dia e como disse, o amigo mala do Guilherme queria que a gente esperasse ele pra ele poder ir no Parc Güell com a gente (?), daí resolvemos ir dar uma volta na praia, mesmo com o tempo não lá muito bom, e terminamos sentando lá pra pegar uma cor de novo. Minha mãe até me mandou uma mensagem dizendo pra eu tomar cuidado com o sol da Espanha porque eu estava muito branco, mas não ouvi. E como todo mundo sabe, quando mãe fala, acontece. Resultado? Lucas todo assado da cor de um pimentão e com marca de camisa pela primeira vez na vida, problema que só se agravou com o sol de Madrid dias mais tarde. De qualquer forma, encontramos o alemão mala e fomos ao Parc Güell, um dos lugares que eu mais queria ir, mas por falta de tempo (nosso voo saía mais tarde naquele dia), só demos uma passada rápida por lá, batemos foto e pronto. E bom, comentário de arquiteto, mas Gaudi precisa de um tempo pra ser absorvido. De lá saímos para os outros pontos turísticos que o Gui não tinha visto, batemos foto e voltamos pro hostel pra pegar nossas coisas e partir pro aeroporto. Uma dica: os aeroportos espanhóis têm a segurança mais chata que eu já vi até agora, mais até que os de Londres.

Chegamos no hostel de Madrid, local de mais um dos nossos encontros de amigos, e todo mundo já tinha partido pra balada. Tomamos aquele banho, passamos o perfume e fomos pra balada. Chegando lá já estava todo mundo loucaço e para ficar no mesmo nível o que os moradores da Holanda (eu, Gui e Eduardo, com quem encontramos no aeroporto de Madrid) fizemos? Shots de whiskey. Nem vou comentar que fui expulso da boate por jogar minha camisa no dançarino e que corri sem camisa na Grand Via de Madrid porque acho que o shot de whiskey fala por si só. Acordei na mão do palhaço, sem nem saber como tinha ido parar na minha cama hahaha. Na verdade, se eu for falar sobre a viagem de Madrid é mais fácil resumir ela em: melhor noite da Europa. Boates mais caras do universo, mas as melhores que eu já fui; isso sem contar na variedade. E como não tinha muito turismo pra fazer, acabávamos bebendo demais, acordando tarde e saindo pra fazer meia hora de turismo e depois sentar num bar de tapas com cerveja a 1 euro pra recomeçar tudo de novo outra vez. No último dia ainda demos uma andadinha pela cidade e eu fiz meu piercing novo :D (mãe, favor não surtar com essa informação), porque o mesmo piercing que me custou 12 euros lá, na Holanda teria saído por 50. Isso mesmo!

Bom, depois de 13 dias viajando, tudo que eu mais queria era a minha cama. Cheguei em casa e a primeira coisa que eu fiz foi dormir, porque estava simplesmente destruído. E minha semana bem tem se resumido a lavar roupa, ver seriado e dormir (acho que foi a semana que eu mais dormi na vida), dormir e dormir. Sempre que não tenho nada pra fazer, deito na cama e durmo, não importa o horário. Amanhã espero colocar meu relógio biológico de volta ao "normal".

De update da vida só mesmo que comprei minha passagem de volta e dia 22/8 estou aterrissando em casa de novo. Nem gosto de pensar muito nisso porque já tô começando a ficar triste e não quero passar meus últimos meses aqui pensando em como as coisas vão ser; vou tentar viver um dia após o outro. Então pra ajudar tô planejando minha tão atrasada ida à Paris, primeiro destino de todo mundo será o meu último, antes da viagem mais esperada de todas. Porque não sei se falei pra vocês, mas em julho viajo pro Marrocos, Croácia, Grécia e Istanbul, juntando alguns dos lugares que mais queria ir quando vim pra cá com novas descobertas fantásticas, essa viagem promete.

Vou tentar manter isso aqui um pouco mais atualizado agora. Câmbio, desligo.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

"Leste" Europeu mais uma vez.

Com o tempo você descobre que as viagens das pessoas pela Europa são, 99% das vezes, as mesmas. Mas como eu quero ser diferente e não sigo padrões 1mtéfresqué quando fui ao leste europeu (leia-se Budapeste) não fiz o roteiro que todo mundo faz (Berlin-Viena-Praga-Budapeste), mas sim o roteiro mais away da face da Terra (Berlin-Budapeste-Estocolmo-Londres). Portanto, tive que arranjar tempo pra voltar lá e fazer Viena e Praga.

p.s.: Viena não é leste europeu. E Praga se auto-denomina "Europa Central" (o que geograficamente está correto) - é um pouco depreciativo você falar que é do leste europeu por aqui, porque é onde ficam a maioria dos países mais pobres.

Tinha entrega de projeto na terça, mas sexta e segunda eram feriados de Páscoa por aqui, então resolvi fazer o que? Isso mesmo, viajar um pouco mais. Muito mais dilmas do que eu gostaria, mas era isso ou ficar em Amsterdam - e sabemos que isso nunca é uma opção. Dessa vez a companhia foi o Guilherme, um amigo meu que mora na roça aqui na Holanda. Nosso voo saia de Rotterdam, 7:50a.m, então resolvemos dormir na casa de um amigo meu pra não chegar atrasado, mas as emoções começaram cedo e chegamos correndo no aeroporto as 7:10a.m; tudo certo, pegamos o avião pra Viena. Chegamos e fomos deixar as malas no hostel mais miado do universo - o combinado foi revezar o sono a noite pra ter certeza de que ninguém ia tirar nossos órgãos. Saímos pra conhecer a cidade. Basicamente, acredito que por ter sido a sede do Império Austro-Húngaro, Viena é uma cidade muito monumental, então um simples prédio da câmara de comércio ou algo do tipo se torna um palácio gigante, cheio de detalhes e todo em pedra. Tirando a catedral no centro e a ópera de Viena, a cidade em si não é tão cheia de pontos turísticos, mas é daquele tipo que a mesma é o grande ponto turístico (assim como Amsterdam). Tudo muito lindo, mas compramos uma garrafa de vodka água que passarinho não bebe e fomos pro hostel, esquentar e sair pra balada. Pra uma cidade em que a balada da quinta é tomar café vienense, até que não foi tão ruim (tirando a música, bem ruim). No outro dia acordamos cedo pra fazer check-out e conhecer um dos palácios dos imperadores antigos.

Não sei de quem era, só sei que a parada é impressionantemente gigante; isso sem contar no jardim que tem na parte de trás, ainda maior. Saímos daí e fomos direto pra parada de ônibus, onde iríamos embarcar pra Praga. Coisa fina, o ônibus tinha cafézinho, chocolate quente e DVD, tudo "de graça". Mas resumindo, Viena não me surpreendeu do jeito que eu pensei que iria. 

p.s.²: antes de nos movermos pra Praga, aviso-lhes que schinitzel, o famoso prato austríaco, nada mais é do que um pedaço de porco/frango/bife elegantemente empanado e servido com salada de batata/batata frita. Um belo de um empanado, mas ainda assim, um empanado. Então, low your expectations. 

4:40h depois, chegamos em Praga, terra dona de uma língua que usa acento circunflexo de cabeça pra baixo - como confiar, certo? ERRADO! As coisas já começaram a ficar melhores quando reservamos um hostel que não tinha rating nenhum e demos a sorte de ficar num excelente! A 2 minutos da praça central, dava pra fazer tudo andando. Mas antes, fomos conhecer a noite de Praga. Meio litro de cerveja a 1,10 euros <3 and it keeps getting better. Pra melhorar conhecemos um casal, um belga e o outro sul africano com quem passamos a noite inteira, suuuuper gente boas. Chegamos em casa de manhã cedo - leia-se 6:20 a.m - e 10:45 tínhamos que estar na tal praça central pra pegar o free walking tour. E CONSEGUIMOS! RÁ! Nesse dia encontramos com duas outras amigas que moram aqui na Holanda e estavam por Praga também e de bônus conhecemos um outro CsF gente finíssima, o Felipe, e passamos o dia andando juntos. Fizemos todo o centro antigo de Praga e subimos no castelo, tudo excepcionalmente lindo! Não sei se foram as companhias, mas tô kind in love por Praga ainda. 

No segundo dia, como já tínhamos visto grande parte da cidade mesmo, saímos pra fazer comprinhas, na esperança de que Praga preenchia os requisitos de uma cidade do leste - que no caso é ser MUITO barata - mas terminamos nos decepcionando e não compramos nada mais do que uns souvenirs e livros. Tudo muito bom, tudo muito legal, mas vida de estudante pode parecer fácil, mas não é, então depois de todo esse final de semana sem dormir ainda tínhamos que enfrentar uma maratona de 16h de trem pra chegar em Amsterdam. Isso mesmo, meus caros, 16h num vagão de trem sem cama, só aquela cadeira dura pra dormir. Estávamos todos no mesmo vagão, mas em cabines diferentes, problema que logo resolvemos sentando todos numa cabine só e fo**-se. Não, brincadeirinha, pedimos para os outros passageiros mudarem de cabine também. E acreditem ou não, a viagem foi ótima. Passamos horas falando das nossas histórias, rindo e falando mal do americano que estava do nosso lado. Fizemos um piquenique dentro do vagão com a feira que fizemos antes de viajar (afinal, estamos em fase de crescimento e eram 16h de viagem, tá?). Depois de cruzar TODA a Alemanha e ficar parado sabe-se lá Deus quantas horas em Hannover na madrugada, finalmente cruzamos a fronteira e tínhamos nosso 3G de volta. Não contente e cansado o suficiente, ainda rolou uma maratona de comida mexicana e reunião pra assistir ao primeiro episódio de Game of Thrones, só mesmo pra terminar bem o feriadão.