No outro dia nos despedimos dos nosso amigos que iam embora (sempre a pior parte) e parti junto dos que moram na Alemanha, porque meu voo saia de lá. Aliás, abrindo um parêntese: pra chegar em Coimbra, destino final em Portugal, peguei um trem pra Alemanha e outro pro aeroporto, que basicamente fica na fronteira com a Holanda, depois um avião pro Porto e um ônibus pra Coimbra no outro dia. Ou seja: A VIAGEM! Fui à Coimbra para a Queima das Fitas, uma festa universitária GIGANTE que marca a formatura dos universitários da Universidade de Coimbra. Durante uma semana uma arena de show fica "aberta" (tem que comprar ingresso pra entrar), mas o principal evento mesmo é o Cortejo, que acontece no domingo. Cerca de 100 carros ornamentados com tudo que se possa imaginar, cada um representando um curso, descem as ladeiras de Coimbra no maior banho de bebida que já vi na minha vida; e o melhor: tudo de graça! As pessoas literalmente tomam banho com cerveja, vodka, vinho, whiskey, a porra toda. É muita gente bêbada, muita gente passando mal, muita, muita bebida. Pra quem é de Belém ter uma ideia, imaginem todas aquelas garrafinhas de água do Círio. Imaginou? Na Queima aquilo é tudo cerveja. E por incrível que pareça, não bebi nesse dia; não tava no clima. Mas até nos gordinhos eles pensaram, porque alguns carros tinham uns snacks também.
No outro dia, depois de chegar a rodoviária com 5 minutos de antecedência sem o ticket do ônibus e quase perde-lo, voltei ao Porto para pegar meu avião pra Barcelona. Tranquilo, cheguei na capital catalã, que tem aquela língua super estranha (uma mistura de espanhol com francês), as 23h perdido no centro porque fui burro e não olhei a localização do hostel direito e como tinham me falado coisas não tão boas sobre segurança na cidade, resolvi que era melhor pegar um táxi. Descansei e acordei pra turistar. Fui primeiro ao Arco do Triunfo, bem bonito, mas ainda não entendi o objetivo; mas logo depois fui a um dos maiores monumentos já criados pelo homem: a Sagrada Família. Não cheguei a entrar nesse dia, porque a fila tava imensa, então vou deixar pra contar daqui a pouco. De lá fui às duas casa do Gaudi: a La Pedrera e à Battlò. Coisa de gente louca! Dificilmente você encontra linhas retas no projeto do Gaudi e o cara pensava em tudo, desde as maçanetas das portas até a aparência da fachada. É um pouco salgado pra entrar, mas valeu MUITO a pena! Depois fui a La Rambla, área turística com várias lojas, nada de mais.
Tirei o segundo dia pra enfrentar a fila pra entrar na igreja, visto que meu amigo iria chegar pela parte da tarde e queria turistar também. Terminou que passei 50 minutos "só" (a expectativa eram 2h) e nossa, se por fora a parada é sinistra, dentro é de deixar qualquer um de queixo caído. Sem sombra de dúvida Top5 dos lugares mais incríveis que já fui na vida. Nem sei explicar qual a sensação, mas você pode passar horas ali sem perceber. Espero estar vivo para quando eles terminarem de construir tudo. Depois disso voltei ao hostel pra encontrar com o Guilherme, meu agora companheiro de viagens e de lá, acompanhado pelo amigo alemão dele que morava na cidade (que mais tarde se mostrou a pessoa mais mala do universo), demos uma volta rápida no bairro gótico e fomos jantar numa hambugueria que meus amigos tinham indicado. Por acaso, se um dia você for à Barcelona, make sure que você vá nesse lugar: Kiosko. Preços super justos por um hambúrguer dos deuses! De lá demos uma volta na praia, voltamos pro hostel e nos arrumamos pra badalar na noite barceloneta, que acabou comigo e o Gui sentados numa mesa de um bar de hostel (muito bom, porém) meio bêbados pela bebida half price e colocando as novidades em dia. Era tudo o que eu precisava...
Acordamos no outro dia e como disse, o amigo mala do Guilherme queria que a gente esperasse ele pra ele poder ir no Parc Güell com a gente (?), daí resolvemos ir dar uma volta na praia, mesmo com o tempo não lá muito bom, e terminamos sentando lá pra pegar uma cor de novo. Minha mãe até me mandou uma mensagem dizendo pra eu tomar cuidado com o sol da Espanha porque eu estava muito branco, mas não ouvi. E como todo mundo sabe, quando mãe fala, acontece. Resultado? Lucas todo assado da cor de um pimentão e com marca de camisa pela primeira vez na vida, problema que só se agravou com o sol de Madrid dias mais tarde. De qualquer forma, encontramos o alemão mala e fomos ao Parc Güell, um dos lugares que eu mais queria ir, mas por falta de tempo (nosso voo saía mais tarde naquele dia), só demos uma passada rápida por lá, batemos foto e pronto. E bom, comentário de arquiteto, mas Gaudi precisa de um tempo pra ser absorvido. De lá saímos para os outros pontos turísticos que o Gui não tinha visto, batemos foto e voltamos pro hostel pra pegar nossas coisas e partir pro aeroporto. Uma dica: os aeroportos espanhóis têm a segurança mais chata que eu já vi até agora, mais até que os de Londres.
Chegamos no hostel de Madrid, local de mais um dos nossos encontros de amigos, e todo mundo já tinha partido pra balada. Tomamos aquele banho, passamos o perfume e fomos pra balada. Chegando lá já estava todo mundo loucaço e para ficar no mesmo nível o que os moradores da Holanda (eu, Gui e Eduardo, com quem encontramos no aeroporto de Madrid) fizemos? Shots de whiskey. Nem vou comentar que fui expulso da boate por jogar minha camisa no dançarino e que corri sem camisa na Grand Via de Madrid porque acho que o shot de whiskey fala por si só. Acordei na mão do palhaço, sem nem saber como tinha ido parar na minha cama hahaha. Na verdade, se eu for falar sobre a viagem de Madrid é mais fácil resumir ela em: melhor noite da Europa. Boates mais caras do universo, mas as melhores que eu já fui; isso sem contar na variedade. E como não tinha muito turismo pra fazer, acabávamos bebendo demais, acordando tarde e saindo pra fazer meia hora de turismo e depois sentar num bar de tapas com cerveja a 1 euro pra recomeçar tudo de novo outra vez. No último dia ainda demos uma andadinha pela cidade e eu fiz meu piercing novo :D (mãe, favor não surtar com essa informação), porque o mesmo piercing que me custou 12 euros lá, na Holanda teria saído por 50. Isso mesmo!
Bom, depois de 13 dias viajando, tudo que eu mais queria era a minha cama. Cheguei em casa e a primeira coisa que eu fiz foi dormir, porque estava simplesmente destruído. E minha semana bem tem se resumido a lavar roupa, ver seriado e dormir (acho que foi a semana que eu mais dormi na vida), dormir e dormir. Sempre que não tenho nada pra fazer, deito na cama e durmo, não importa o horário. Amanhã espero colocar meu relógio biológico de volta ao "normal".
De update da vida só mesmo que comprei minha passagem de volta e dia 22/8 estou aterrissando em casa de novo. Nem gosto de pensar muito nisso porque já tô começando a ficar triste e não quero passar meus últimos meses aqui pensando em como as coisas vão ser; vou tentar viver um dia após o outro. Então pra ajudar tô planejando minha tão atrasada ida à Paris, primeiro destino de todo mundo será o meu último, antes da viagem mais esperada de todas. Porque não sei se falei pra vocês, mas em julho viajo pro Marrocos, Croácia, Grécia e Istanbul, juntando alguns dos lugares que mais queria ir quando vim pra cá com novas descobertas fantásticas, essa viagem promete.
Vou tentar manter isso aqui um pouco mais atualizado agora. Câmbio, desligo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário